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Eu Li: O Erro (The Mistake)

Seguimos com a série Amores Improváveis da Elle Kennedy, agora com o segundo livro. Como não comentei isso na resenha anterior, vou registrar aqui que acho esse nome bem aleatório para esta série - que no original chama Off Campus, ou seja, algo mais relacionado à faculdade e o que acontece fora dela, além de outras interpretações. Agora é a vez de acompanharmos a historia de Logan, que é o melhor amigo de Garrett-do-livro-1, e também um dos colegas da república dos boy-magya.

O Erro começa praticamente do ponto em que terminamos O Acordo, ou seja, o final do ano letivo da universidade de Briar. Os meninos estão terminando o penúltimo ano de curso e em breve precisarão lidar com as opções que terão após terminar os estudos. John Logan (sim, Logan é o sobrenome e ele se chama John, mas como tem outro John [o Tucker] na república, eles usam só o sobrenome mesmo) está se sentindo meio merda meio bosta mal porque não tira da cabeça que esta apaixonado por Hannah, a namorada do melhor amigo. E pra conseguir lidar com o casal 20 pela republica e com a sensação de que está sendo um péssimo amigo por desejar a namorada alheia, Logan anda vivendo la vida loka, indo a todas as festas possíveis, bebendo até esquecer e dormindo (bem, dormir é o que ele não faz, na verdade) com a maior quantidade de maria-patins que seja possível. Obviamente, isso não o faz se sentir melhor com toda a situação no momento em que está sóbrio, mas serve como anestesia por algumas horas.

Novamente, o livro é narrado pelos dois protagonistas. Logan, que está nesse mimimi eterno por estar apaixonado pela namorada do amigo, e do outro lado conhecemos Grace Ivers, uma caloura na universidade que está prestes a terminar seu primeiro ano. Grace mora num alojamento da facul e divide o quarto com a melhor amiga de infância, Ramona. Acontece que Grace nunca foi muito proativa em relação a diversão, então ela deixa que a amiga a arraste para as festas da facul e tenta interagir, mas não é muito fácil, uma vez que Grace é meio tagarela quando esta nervosa e sempre acaba falando demais e assustando as pessoas. Esse traço da personalidade de Grace é muito divertido porque ela fala muita coisa aleatória e as referencias nesse livro são sempre muito boas.
Começo todas as conversas nervosa com a possibilidade de passar vergonha e acabo de fato passando, porque sempre fico nervosa. Estou fadada ao fracasso.
O encontro dos dois ocorre numa daquelas inacreditáveis coincidências da vida na literatura, quando Logan sai para uma festa em um alojamento, mas acaba batendo a porta de Grace. E esse primeiro inesperado encontro entre os dois acaba sendo bem bonitinho porque Logan é um dos poucos caras que não-sai-correndo assim que Grace começa a tagarelar. Acaba sendo um encontro um pouco quente também, mas Logan sai de lá meio repentinamente e Grace fica com um grande WHAT? na cabeça.
Confiante e sexy não é o meu estilo. Assumir o controle? Sempre fiquei mais à vontade no banco do carona, enquanto alguém pega a direção.
A vida seguiria normalmente e nossos protagonistas nunca se reencontrariam, mas isso seria se fosse NA VIDA REAL, como estamos falando de um livro de romance, esse casal precisa se reencontrar! Logan acaba fica encucado (é a unica palavra que consigo pensar) porque  apesar de ter rolado uma 3ª base entre eles (saibam que pesquisei quais são as bases só para esta resenha) e ele tenha chegado ao ápice (gente, perdão, é que quero ser delicada) e Grace tenha falado que também chegou (mas ela mentiu), Logan fica com aquela sensação de que algo de errado não está certo e seu ego masculino fica abalado. Então apesar de não ter trocado telefone ou promessas com Grace, Logan decide ir até ela se retratar e fazer o serviço completo (scrr, eu sei que só piora as minhas analogias). Mas  não pense que acabou, não estamos nem em 1/5 do livro, então ainda temos um longo caminho.
Deixar uma menina na vontade não é só embaraçoso. É inaceitavel.
ahhhh
Vou parar com o resumo porque sinto que não vou melhorar muito mais, porque como já ficou bem perceptível, minhas habilidades para escrever sobre o assunto estão bem aquém do necessário. Vou me ater aos pontos principais sobre essa trama que continua nos fazendo conhecer os 4 boys-magyas do hóquei no gelo da Briar.

Como deixei bem claro lá em cima, eu não estava depositando muita fé no drama do Logan sobre estar apaixonado pela Hannah, então achei tudo um mimimi bem pontual só para fazer essa trama ter algumas reviravoltas. Mas é de se elogiar a Elle Kennedy por ter feito da forma que fez, até no livro anterior, porque no final a explicação toda sobre o assunto consegue convencer o leitor. Apesar de eu não ter comprado mesmo essa ideia (rs). Acho que Elle podia ter cortado essa parte sobre a confusão que Logan está sentindo e o faz cometer o erro. Mas aí acho que o erro nem aconteceria e o livro todo é sobre isso, não pé mesmo?
Preciso parar com isso. Desejar Logan está muito perto de gostar dele, e não estou pronta para abrir essa porta ainda. Se é que algum dia vou estar.
Além do romance, que Logan faz logo essa cagada e precisa passar a maior parte do livro se limpando, o livro também desenrola alguns problemas familiares de Loagn e achei essa parte bem interessante porque é algo que o afeta muito - como pessoa - e também explica algumas atitudes dele (não em relação ao romance). Apesar de eu não achar que ele precisava fazer tudo o que faz, acho que ficou coerente com a situação e o desenrolar acaba sendo bem envolvente. Assim como no livro anterior, acho que a Elle tem uma abordagem bem interessante sobre alguns assuntos. Ela consegue fazer resoluções diferentes do que se espera em situações clichês como apresenta e eu fico bem aliviada com isso porque em alguns momentos eu lia algo e já vinha na cabeça aquela resolução-que-sempre-vemos e eu ficava 'ah não', mas na realidade a Elle fazia algo diferente - e geralmente mais maduro do que o que costumamos ver em NAs.
É bom estar em casa. Sem querer dar uma de Dorothy, não há lugar como nosso lar.
#melhores_referências
Estou bem empolgada com essa série. É difícil eu conseguir me concentrar em leituras assim, a ponto de conseguir ler muito sem perder o foco e acho que essa trama tem tudo tão na-medida que a gente simplesmente precisa continuar a leitura sem demora. Bem, e não posso terminar a resenha sem deixar de registrar que esse livro tem uma das cenas mais inusitadas que já li em romances hot - e devo dizer que eu já li bastante - e é um fato tão memorável que se você perguntar a alguém que já leu, a pessoa vai lembrar desse fato, porque é inesperado e mesmo antes da cena, existe uma menção muito engraçada que fica na memória. Sério, esse livro é divertido demais!!!!

O livro, apesar de ter esse arco sobre o romance que eu achei bem furado, é muito divertido e cheio de situações fofas então admito que cheguei ao final da leitura super feliz e esquecida dos problemas que tive em relação a esse detalhe. Esse livro termina num momento muito bonitinho e eu realmente gostaria de ter ficado mais com esses protagonistas! Então, estou prestes a ler O Jogo porque sei que apesar de acompanhar Dean Lindo, vou poder matar a saudade de Logan e Clare e G. e Hannah.

Eu Li: O Acordo (The Deal)

O Acordo é um desses livros NAs que está na minha lista desde que foi lançado por aqui (e faz tipo, 3 anos), mas como minha lista cresce em exponencial, acabou que ele ficou esquecido. Eu sou um tipo de leitora meio obsessiva: fico tempos sem ler e aí eu viro traça e leio 14 livros em uma semana (ok, exagerei, mas foi pra exemplificar a situação). Esses últimos dias ando bem empolgada com as leituras (obrigada meus bebês Henri e Carol) e surgiu a chance de ler esse livro, então, aproveitei.

Vou começar com um comentário aleatório, mas que merece todo meu respeito: O Acordo é um desses casos de livro NA que a capa consegue ser fofa sem ser constrangedora e aplaudo a editora Paralela por isso. Quase não acreditei quando vi a capa original do livro lá fora, porque é tão diferente dessa proposta que fizeram aqui - e que eu acho TÃO coerente com a trama - que eu realmente não consigo imaginar porquê acharam aquela capa boa para essa história... Então vamos para essa resenha empolgada e sem spoilers.

O Acordo é um livro narrado sob dois pontos de vista, de Hannah Wells, nossa mocinha, e Garrett Grahan, nosso garotão. Eles estudam na Universidade de Briar e são de grupos bem distintos na escala social que sempre vemos em filmes de high school ou universidades americanas. Hannah é uma artista, estuda música, canta, trabalha numa lanchonete para ajudar com as despesas dos estudos, mora num alojamento da faculdade e é uma boa aluna. Garret é jogador de hóquei no gelo, capitão do time, divide uma casa com os amigos de time, estuda história, tem uma vida social agitada e tem foco total nessa rotina esportiva: ele quer se profissionalizar, então é muito focado.

Sim, você pode estar achando meu resuminho inicial bem 'ok, já li isso 387 vezes', mas você precisa entender que a Elle Kennedy realmente usa os maiores clichês sobre romance universitário, mas com diferenciais que fazem esse livro se tornar bem diferente dos outros 386 que vemos por ai.

Nossos protagonistas entram na vida um do outro após Garrett tirar 0 numa prova de Ética e por acaso (amo os acasos) descobrir que Hannah gabaritou a prova. Apesar de ser atleta, Garrett leva os estudos bem a sério pois ele precisa manter a média boa para participar dos jogos, caso contrario, tem que deixar o time. E depois dessa bomba, ele precisa recuperar a nota na segunda chamada da prova para que nada atrapalhe seus planos. Depois de muita insistência, Garrett consegue convencer Hannah a ajudá-lo para a prova e eles fazem UM ACORDO. Hannah o ajuda com a matéria, e Garrett a ajuda a 'ficar popular' para conseguir atenção do cara que ela ta interessada desde o inicio do semestre.

Vocês já perceberam onde isso vai parar? EXATO. É isso mesmo. Nada novo nesse terreno. Eles começam a estudar, vão criando uma amizade, acaba rolando o tal beijo 'sem querer querendo', eles tentam negar, MAS NÃO CONSEGUEM e então, estão juntos. A principio tudo ocorre daquele modo 'vamos ver onde isso vai, vamos nos pegar sem apegar' MAS NÃO CONSEGUEM. E é isso aí como a gente achou que ia ser.

Agora estou pensando como convencer você a ter vontade de ler esse livro se eu fiz um resumão tão completo e factual. Pois bem. Não preciso enfeitar esse pavão. O Acordo é exatamente o que ele se propõe a ser: um livro sobre jovens, com todo aquele clima de amizade e aquelas descobertas e mudanças que passamos quando encontramos um amor - nossa, as vezes eu sou tão piegas que não me aguento, mas continue, vou melhorar. Os protagonistas formam uma ótima dupla, os coadjuvantes são interessantes, a trama é cheia de reviravoltas e muito divertida. Eu fiquei empolgada de verdade!

O Acordo tem um ritmo maravilhoso e você consegue ler muitos capítulos sem cansar, além disso, a trama é bem cheia de ganchos, de modo que a gente não tem vontade de parar porque precisa saber o que vai acontecer a seguir. Eu sempre comento que ão sou uma leitora veloz, ou ainda, raramente consigo ter disposição pra ler uma trama de uma vez só, mas esse é bem o tipo de livro que dá pra fazer isso (eu não fiz, mas qualquer leitor mais concentrado consegue).

Ando numa fase em que leio os NAs a procura de atitudes alarmantes dos mocinhos. A gente sempre precisa ficar atenta aos comportamentos estranhos desses jovens porque tem muito boy-lixo por essas tramas, mas fico feliz em dizer que achei Garrett totalmente Ok. Só tive um momento com ele que fez meu alarme soar, mas desconfio que foi um problema meu com a tradução ou apenas um momento e nada fez apitar o alarme, então ponto para ele. Hannah também me deixou bem contente porque geralmente acabo odiando a mocinha em alguma atitude besta no decorrer da trama, mas Hannah manteve a promessa e também ganhou pontos. E esse é o grande diferencial desse livro da Elle Kennedy, apesar de ter uma trama bem recheada dos clichês que sempre vemos por aí, Elle conseguiu fugir de algumas soluções obvias mesmo quando usou recursos que estamos acostumados. Eu quero dar um beijo nessa autora porque fiquei muito AGRADECIDA por como ela resolveu contar essa história #dessas

Para não dizer que achei tudo perfeito, tem um detalhe que acontece no decorrer da trama que eu achei bem mal explicado ft desnecessário ft serio mesmo? mas que entendo qual foi a intenção da autora ao utilizá-lo. Eu estava comentando com amigos enquanto lia e quando me falaram isso eu nem acreditei que estava mesmo acontecendo, porque realmente não levei a sério, mas no final da trama isso fica bem explicito e tive que revirar os olhos.Nem tudo é perfeito, não é mesmo....

Terminei o livro com uma vontade imensa de continuar lendo a série Amores Improváveis (nossa, também não consigo aceitar essa tradução pra série Off-Campus, mas enfim) e em breve começarei a ler O Erro, então esperem mais resenhas aqui. Pelo que já imagino e já conversei, não acho que ele possa superar meu amorzinho por O Acordo, mas eu gostei tanto da criatividade da Elle, mesmo quando escreve o maior clichê, que merece um crédito.

Eu Li: O Lado Feio do Amor (Ugly Love)

E depois de anos eu finalmente voltei a ler Colleen Hoover. essa demora toda nem foi por falta de vontade - tenho vontade de ler 95% do que ela lança - foi apenas porque eu não anda sendo uma leitora muito ativa, então acabei demorando mais do que deveria. Ugly Love era um dos livros dela que eu mais queria ler, porque já vi muito comentários polêmicos sobre ele, então aproveitei a indicação de um clube de livros que participo para riscar da lista. E eu poderia ter feito isso antes, porque li tudo em tipo, dois dias, tamanha a ansiedade que fiquei. A resenha não tem spoilers!

Em 'O Lado Feio do Amor' temos a história de Tate Collins. Tate está se mudando para o apartamento do irmão mais velho, Corbin, para recomeçar, após terminar um relacionamento. Agora ela está focada em seu mestrado em Enfermagem e em seu novo trabalho no hospital, então vai morar com o irmão enquanto junta dinheiro e se prepara para ter um lugar só seu. Do outro lado, temos nosso bad boy Miles Archer, que é vizinho, amigo e colega de trabalho do irmão de Tate. Miles é piloto (de avião), assim como Corbin, e eles vivem em um prédio no centro de São Francisco.

Tate chega de mudança e tem aquela péssima primeira impressão ao conhecer Miles, visto que este está meio desmaiado de bêbado à porta de seu irmão. Aquela situação bem tipica de romances NA, mas que não deixa de ser interessante porque a gente precisa desvendar aos poucos os mistérios que envolvem os personagens. Seguimos a trama ora acompanhando a narrativa do presente de Tate, ora relembrando com Miles acontecimentos de 6 anos atrás - que obviamente impactaram o presente de Miles, então a gente tem que ir montando esse quebra-cabeças.

Como já era esperado, a narrativa de Coollen é aquela coisa gostosa e fluida que nos faz ler páginas e páginas sem perceber. Além disso, há realmente o mistério sobre O QUE ocorreu no passado de Miles para transformá-lo nesta pessoa que Tate conhece, então é ler e criar teorias!

Apesar do primeiro encontro nada amigável,  Tate e Miles acabam desenvolvendo um relacionamento complicado porque fica claro desde o principio, para os dois, que há ali uma atração que eles não podem - e não precisam - negar. Confesso, eu realmente não esperava esse rumo inicial do livro, porque eu sempre espero uma resistência da moça para com o rapaz, mas Ugly Love me surpreendeu porque é a Tate que, de certa forma, propõe um acordo para que eles se peguem, mas não se apeguem. Obviamente que ela SABE o quanto a ideia é arriscada, porque ela se sente muito atraída por Miles e toda pessoa sabe que não é possível controlar sentimentos e prever o que se vai sentir, mas Miles é bem claro com ela sobre não querer se envolver e como ela não quer negar a tensão entre eles (rs), ela aceita embarcar nessa canoa furada - mesmo sabendo que está furada.

Com o decorrer da trama, vamos acompanhando o quanto esse relacionamento deles acaba se tornando toxico para ela (e talvez para ele, que ta em negação) e Tate se vê naquela dúvida entre continuar e se afogar ou pegar um barquinho salva-vidas e partir para longe dali. E o que ela escolhe? EXATAMENTE. No entanto, acho que as ações dela são bem coerentes com o que ela acredita estar sentindo, então, quem sou eu para julgar?

O Lado Feio do Amor tem uma trama muito ágil, que poderia mesmo acontecer com alguém que conhecemos e acho muito interessante quando os livros tratam os sentimentos como as coisas complexas que são. Miles tem sérios problemas em relação ao passado, e de forma alguma, acho que ele teria o direito de agir como em alguns momentos, mas consigo entender como esse passado se tornou algo tão forte no presente dele que ele não consegue ser diferente. É errado? SIM. Não justifica? Não mesmo. Mas gosto de ter essa compreensão sobre o que pode se passar na cabeça de cada personagem para levá-lo a ter certas atitudes. Tate por outro lado, apesar de ter toda essa força inicial de ir atrás do que quer e não negar suas vontades, acaba presa nessa coisa complicada que se torna o relacionamento deles. Ela SABE que algo ali não está certo, mas não consegue se livrar porque sofre da doença que 90% das personagens femininas sofrem: achar que é uma heroína que pode salvar o boy de seus dramas internos. Então ela até pensa bastante em se mandar dali, mas tem aquele pensamento de que 'um dia ele vai mudar POR MIM', 'um dia ele vai perceber que me ama', 'um dia iremos rir disso tudo em Paris'. Ok, ok.
Infelizmente, isso já é o suficiente. Não me importo se ele gosta de mim. Só quero que se sinta atraído por mim, pois o gostar pode vir depois.
Tate, representando muitas de nós :(
A verdade é que eu até esperava que o Miles fosse pior (!) porque a fama dele não é nada boa, mas eu já li caras em NAs por ai bem problemáticos, então acho que Miles esta na média geral. Estava curiosa para saber qual era o tal trauma do passado que o deixa com o presente tão complicado e fico feliz em dizer que eu consegui ter uma ideia antes da revelação oficial, mas fico triste pelo acontecido, porque é algo realmente triste - embora não, não justifique. Acho que é o tipo de revelação que você pensa 'é, isso explica muita coisa' porque realmente cria uma história bem redondinha sobre a vida dele, embora ainda assim fique aquele sentimento de 'explica, mas não justifica. HUMF!' Mas sou uma eterna entusiasta sobre as emoções humanas e como nosso passado, presente e futuro são afetados pelas experiencias que vivemos, então gostei muito que o livro fala sobre essas questões. Foi um livro que me fez rir e chorar (nossa, quem diria) e eu gosto muito quando uma história consegue criar reações tão distintas.
O amor nem sempre é bonito, Tate. às vezes você passa o tempo inteiro desejando que um dia ele mude. Que melhore. E aí, antes que perceba, você já voltou para a estaca zero e perdeu o seu coração em algum lugar no meio do caminho.
Existe muito debate sobre o teor desse livro em retratar um relacionamento abusivo e no final as coisas se esclarecerem com muita facilidade, mas eu sou da parcela que acredita que a Colleen contou uma história, fez a redenção do personagem por todas as besteiras que ele comete no decorrer da trama e se apegou a isso para o final. Acredito que ela não tenha querido retratar o relacionamento deles como um ideal e sim mostrar que apesar de todos os problemas, há esperança caso aja um real interesse da pessoa em mudar. E certo, talvez tudo pareça ter uma resolução muito fácil, rápida, simples.... Mas acho que o principal é se apegar que ela REALMENTE ACONTECEU. 

Na vida pessoal, eu realmente consigo ver os problemas no comportamento dele e não aprovo. Também não indicaria um relacionamento assim para uma amiga. Porque por mais que a gente (mulheres) seja criada com essa ideia de que podemos 'mudar um homem', sabemos que só quem pode mudar algo em si é a própria pessoa. Acredito que nessa ficção, a mensagem é essa: houve disposição do Miles em mudar, em melhorar. E houve a disposição da Tate em acreditar que ele se arrependeu e mudou. Então, se o casal concordou com esse acordo, quem sou eu para implicar, não é mesmo?

Então eu certamente recomendo a leitura se você tem essa mente disposta a acreditar que as pessoas os personagens podem mudar e o final feliz é possível mesmo quando o percurso é cheio de impasses. Cada vez que leio Colleen termino com a sensação de que preciso ler mais do que ela escreve porque realmente gosto de toda a carga emocional que ela poe nas histórias!

Eu Li: Um Milhão de Finais Felizes

Eu já havia lido o primeiro livro do Vitor Martins na Globo Alt no ano passado e havia gostado demais de Quinze Dias. Confesso que não fiquei muito por dentro do que ele estava preparando - porque sou esse tipo de pessoa relapsa - mas assim que ouvi falar do livro do piratas gays lembrei que precisava por esse livro na minha fila e ler assim que possível. A oportunidade surgiu e eu não poderia ter ficado mais feliz, porque estou indicando pra todo mundo e acho que preciso escrever uma resenha e deixar registrado aqui o que senti com essa leitura - porque fiquei adiando minha resenha de Quinze Dias e olha no que deu...

Um Milhão de Finais Felizes é um livro narrado pelo Jonas. Jonas está naquele período da vida entre a adolescência e a vida adulta que é bem confuso e a gente parece andar um uma grande interrogação no alto da cabeça - como Sims confusos. Ele terminou o colegial e agora esta trabalhando enquanto junta dinheiro para - talvez - fazer uma faculdade. Jonas é um rapaz de classe média do ABC paulista (ok, ele não usa essa descrição, mas eu sempre quis escrever ABC paulista e vou aproveitar minha chance aqui e agora) e sua rotina tem sido passar a maior tempo possível fora de casa, pra não ter que lidar com o pai - com quem não tem uma boa relação. A mãe de Jonas trabalha meio período cozinhando num restaurante das redondezas e o resto do tempo ela se dedica a atividades da igreja que frequenta desde sempre. Jonas também cresceu nessa comunidade religiosa, mas acabou se afastando por não mais concordar com algumas questões. Ainda assim, passar a vida com essa criação, o faz ter convicções sobre Deus e religião que estão sempre rodeando sua mente. Apesar de não estar certo sobre que curso ele quer fazer, Jonas gosta de escrever e costuma levar um caderninho para todo o canto onde costuma anotar suas ideias para histórias dos livros que ele poderia escrever. E sério, ele tem as ideias mais legais e mais doidas - e algumas ruins, mas eu estava gostando tanto dele que até leria.

Pois Jonas está trabalhando em uma cafeteria de temática espacial bem no meio da av. Paulista, o Rocket Café. Rocket Café é um desses estabelecimentos modernos que vivem cheios de clientes pagando caro por um copo de café a caminho do trabalho. Lá, Jonas não é muito compreendido pelo seu gerente (bem, nenhum chefe gosta de atrasos) mas fez amizade com Karina, a funcionaria que geralmente divide com ele as tarefas de caixa do café. Um dia, durante o expediente, um cliente aparece no café e Jonas se sente imediatamente atraído, porque o rapaz de barba ruiva é apenas a pessoa mais bonita que ele já viu na vida - do tipo, ver e estar perto, respirando o mesmo ar. Depois de passar aquela vergonha corriqueira que a gente sempre passa ao falar com alguém que achamos interessante, a vida segue seu curso. Além da amizade com Karina no trabalho, Jonas tem dois amigos desde a época da escola: Isadora e Danilo, com quem ainda mantém contato. É numa festa de carnaval que Danilo os convida que Jonas reencontra o rapaz da barba ruiva.

É muito legal acompanhar as duvidas de Jonas e também ver o amadurecimento dele como pessoa no decorrer da trama. Por toda a situação que ele passa em casa, é bem complicado pra ele se aceitar, apesar de já saber há tempos. Gosto muito quando os personagens vivem esse momento de descoberta de si mesmos e é um processo bonito de acompanhar, mesmo quando tem muita coisa triste no caminho. E acho que o livro dosa bem os momentos fofos, de romance, com as partes mais complexas sobre a vida do Jonas em família. Porque, por mais que o livro conte a história do Jonas com o Arthur, a história é muito sobre família, a família que a gente nasce - que nem sempre nos apoia e nos entende (ou aceita), e a que a gente escolhe. E vocês sabem, tramas de amizade me deixam ainda mais comovida que as de amor (ok, talvez igualmente comovida).
Como qualquer pessoa normal, minha autoestima te dias bons e ruins, mas ela nunca tem dias ótimos.
Eu gosto muito da narrativa do Jonas no livro. É muito direta, muito agradável, do tipo que a gente lê  com muita facilidade porque parece até um amigo nos contando sobre a vida. E foi assim que me senti durante a leitura, como se eu fizesse parte do grupo de amigos do Jonas, então chorei e ri junto com ele. O livro tem um ritmo tão gostoso que a gente consegue ler muito sem nem perceber, e a verdade é que a gente fica tão curioso sobre onde aquela história vai parar que a vontade é de não parar nunca mesmo. Em alguns momentos o Jonas tinha uns pensamentos que eu pensava 'meu Deus, sou eu!' e algumas situações que ele passa me fizeram pensar muito sobre minha vida. Alguns questionamentos de Jonas em relação às mudanças que passamos pela vida - seja com os amigos, a família ou os amores - me deixaram bem emotivas e eu queria sentar com ele e conversar. Por outro lado, as vezes Arthur era a exata representação do meu eu eternamenteadolescente que é fã de Disney e de cultura pop. Sério, esses dois são um casal muito incrível em suas completações.
Ele é do tipo que não faz aquele jogo de quem respondeu por último não pode puxar assunto de novo, e isso é ótimo porque, sinceramente, eu nem sei como funcionam as regras desse jogo.
#melhortipodepessoa
Se vocês estão se perguntando porque esse é o livro dos piratas gays que eu citei lá no inicio se o Jonas nem pirata é, saiba que esse é um daqueles casos de livro dentro livro. Como o futuro escritor que pretende ser, Jonas começa a escrever um romance entre piratas (que são gays) baseado em sua própria vida, mas com aquele toque que a ficção nos proporciona. Você, assim como eu, pode não se sentir muito atraído pela ideia de ler um livro sobre piratas gays (e nem venha me problematizar porque o problema não é a parte gay e sim a parte pirata!), mas você vai entender a analogia tão bem durante a trama e o Jonas escreve essa história tão improvável de uma forma tão legal, que você vai acabar amando a ideia e torcendo até por uma adaptação. Sério! Jamais imaginei gostar de algo sobre piratas (gosto dos do Caribe, mas sei lá... Acho que Orlando Bloom me da esse direito), mas os piratas do Jonas são amorzinho total.

E sim, como já ficou bem claro, é um livro que fala de questões LGBTQ. O Jonas não passa pelo processo de se descobrir (porque ele já sabe), mas acompanhamos ele se aceitando e  lidando com as situações que decorrem disso. Entretanto, mais do que categorizar o livro, é importante deixar claro aqui que a mensagem da história é muito bonita. Obvio que é o tipo de leitura que você não pode ter preconceitos para ler, mas acredito que todos que me visitam já me conhecem e sabem que eu gosto de variados tipos de leitura e sou fã de leituras que levantem discussões e nos aproximem de situações diferentes. Porque é importantíssimo compreender que cada um é cada um e precisamos respeitar e entender as escolhas do próximo ao invés de julgar. E quando um livro nos proporciona essa experiencia e ainda é muito maravilhoso, ele precisa ser indicado!
Vocês jovens conseguem usar a tecnologia pra arruinar tudo, é impressionante.
Fazia tempo que eu não lia uma história que achasse tão fofa e torcesse tanto pro casal principal. Eu fiquei realmente empolgada e torcendo muito pra que tudo desse certo. Além disso, esse livro já entrou no meu TOP de cenas mais fofas de romance protagonizada por um personagem para outro e eu estou muito agradecida ao Vitor por esse momento. 
No fim da tarde, eu estou exausto de existir.
#medefine

Eu Li: O que Alice Esqueceu (What Alice Forgot)

E vamos começar essa #SemanaLianeMoriarty com resenha!!! E, bem, estou totalmente empolgada para compartilhar minhas impressões sobre esta leitura porque passei o fim de semana me deliciando com esse livro e estou aqui cheia de argumentos para te convencer a ler também! Mas fique tranquilo, nada de spoilers porque você precisa ser convencido a ler e 

Quem acompanha esta leitora aqui, sabe que Liane Moriarty é uma de minhas escritoras favoritas e meu amor pelas histórias dela começou há alguns anos, quando conhece O Segredo do Meu Marido. Quando a Intrínseca anunciou que publicaria por aqui o Alice, fiquei bem empolgada (o livro já teve edição brasileira, mas saiu de linha) porque eu sempre tive vontade de ler esse livro - afinal, é da Liane. Quando soube que teríamos essa semana especial para falar dela (e eu li tudo que a Intrínseca lançou de Liane por aqui) precisei participar! Esse blog funciona com regularidade quando envolve meus escritores favoritos porque é minha forma de registrar meu apreço ♥

Em O Que Alice Esqueceu conhecemos Alice (!), que é a nossa protagonista esquecidinha. Alice é uma mulher prestes a completar 40 anos, mas depois de sofrer um acidente numa aula de step, ela acorda pensando ter 29 anos. Então a gente começa a leitura na mesma situação que a Alice, sem saber muito o-que-que-ta-acontecendo. Acontece que esses 10 anos que Alice esquece, foram 10 anos bem significativos em sua vida (e de quem não seria?), em que muitas coisas mudaram, então ela acorda e percebe que essa pessoa em que ela se transformou não é exatamente a pessoa que ela imaginava que seria quando estava lá com seus 29 anos (super compreensível, eu também não sou a pessoa que eu me imaginava quando tinha 18). Sem conseguir lembrar de nada que aconteceu em sua vida ao longo desses 10 anos, a nova Alice é jogada na vida dessa Alice que ela não reconhece (que é ela mesma) e tenta descobrir o que aconteceu com ela que a transformou nessa pessoa que ela não acha nada legal (que é ela mesma).

Confuso? Nem tanto.
Alice detestava a pessoa que tinha se tornado. A única parte boa eram as roupas.
Aos 39 anos, Alice é a super mãe de 3 filhos, super engajada na escola das crianças e na vizinhança, super ocupada, super atlética - coisas que a Alice de 29 anos jamais imaginou que poderia ser. Alice também está se divorciando de seu marido Nick, com quem ela pensava (aos 29 anos) que iria viver feliz para sempre. Então depois da confusão inicial, quando Alice acorda pensando estar em 1998, gravida de seu primeiro filho, reformando a casa recém comprada com o amado marido Nick, Alice decide que vai colocar sua vida de volta aos trilhos, no estilo que ela imaginava que deveria ser - afinal, o que pode ter acontecido nesse 10 anos para ter estragado o relacionamento perfeito dela com o marido? 

Esse foi o 3º livro (adulto) publicado por Liane Moriarty (2009/10) então eu não senti muita diferença no estilo dela que eu conheci em seu 5º livro. A trama toda é bem amarrada, com aquele fator mistério - sempre presente nas tramas dela - e o ritmo do livro faz a gente não querer largar a leitura (eu leio devagar e tenho pouca concentração, então quando consigo focar num livro acho louvável). Veja bem, apesar da narrativa em 3ª pessoa (a parte da Alice), a gente também está tateando tudo no escuro e a nossa vontade é saber O QUE ACONTECEU na vida de Alice nesses 10 anos que a transformou nessa pessoa não tão legal que ela aparenta ser? A trama toda é bem amarrada, como todos os livros de Liane, porque ela sempre trás a tona esse fator a-vida-acontecendo que torna as personagens dela tão falhas e tão cheias de momentos que é como se fosse apenas o curso da vida. Quer dizer, é compreensível pensar que em 10 anos MUITA coisa pode mudar {imagine se você perdesse 10 anos de sua vida: a pessoa que você é lembra em algo quem você foi?}, mas a forma como as coisas mudam é bem radical e isso nos faz questionar muitas coisas #medo. Gosto muito dessas nuances, de perceber como a vida é o que pequenos momentos fazem dela, entende? As vezes uma ação solta não significa nada, mas entrando num contexto maior, ganha outra significância. E esse livro fala muito sobre isso.
Ela parou de falar, pois estava lembrando como era terminar com alguém. As conversas ficavam terrivelmente emaranhadas. Era necessário ser educado e preciso. Não se podia mais criticar de maneira segura, afinal esse direito tinha sido perdido
Além de Alice, também temos partes do livro narrado pela irmã mais velha dela, Lizzie - de quem ela acabou se distanciando e também posts de um blog da avó delas, Frannie. Gostei muito da forma que essas outras narrativas foram inseridas porque nos aproxima dos personagens de uma forma diferente. As partes narradas por Elizabeth são cartas que ela escreve por recomendação de seu psiquiatra e é interessante ter a perspectiva de outra pessoa sobre os acontecimentos (até porque Alice esqueceu tudo). e o blog de Frannie é um achado! É bem divertido acompanhar o modo como ela conta a situação para os leitores e os comentários #saudadesconversasemcomentarios
E como posso questionar meu temperamento nessa idade? Estou velha demais pra isso. Já está muito tarde para mudar de personalidade! Mas, no fundo, estou tão insegura quanto há quarenta anos.
talvez nunca mude, não é Frannie?
Eu não esperava nada menos que SENSACIONAL para essa leitura e posso dizer que Liane não me decepcionou (ela nunca fará isso) e foi maravilhoso acompanhar a história de Alice. É uma leitura divertida, dinâmica e com aquela pitada de mistério que me deixa empolgada. É também uma leitura emocionante e eu vou confessar que chorei em alguns momentos (e eu já falei que não choro fácil! Se bem que ultimamente...). Acho que a ideia toda da trama é muito boa e acompanhar esse duelo entre quem a gente imagina que vai ser X quem a gente se torna é realmente algo a se pensar! Sem contar que QUANDO A GENTE DESCOBRE O QUE ACONTECEU!!! 

Bem, vocês terão que ler e vir conversar comigo! Amanhã tem mais Liane por aqui e no fim da semana teremos SORTEIO desse livro!

Eu Li: Jogo de Espelhos (Mirror, Mirror)

Jogo de Espelhos é o livro de estreia de Cara Delevingne - a modelo, atriz, empresaria - e eu fiquei interessada em ler não pela Cara - nada contra, mas nunca fui com a cara (!) e só piorou depois que ela deu vida a personagem mais odiada de todos os tempos: MRS - mas porque tem a colaboração de Rowan Coleman, uma autora bem famosa lá fora e com livros que me interessam. A sinopse também me ganhou porque é um livro com adolescentes e música e meu lado HSM/Lemonade Mouth fangirl gritou! Sabendo disso, pedi a editora Intrínseca o livro para ler e resenhar e agora vou compartilhar com vocês porque ele livro realmente surpreendeu.

Jogo de Espelhos é narrado por Red, nosso protagonista. Red está no ensino médio e  há um ano viu sua vida mudar depois que se juntou a alguns colegas de classe e formou uma banda, a Mirror Mirror. Acontece que Red, Leo, Rose e Naomi nem eram amigos, mas, forçados a se juntar numa banda para um trabalho, os quatro acabaram gostando do som e formaram a banda. A banda está ficando famosinha pelas redondezas e na escola o status deles se elevou porque eles tem uma banda de rock! então Red estava achando a vida muito boa, mesmo com os problemas que enfrenta em casa. Mas acontece que dois meses antes, Naomi, a baixista da banda e grande amiga de Red - era a dupla compositora - sumiu. Eles procuraram, a policia procurou, mas nada foi encontrado. Então Red e os outros, incentivados pelo professor de música (o responsável pela união da banda), resolvem fazer uma especie de show beneficente para juntar dinheiro e ajudar nas buscas da amiga. Mas então, pouco antes da data para esse show, Nai é encontrada. Ela é levada para o hospital e fica em coma induzido enquanto os médicos avaliam a situação e tentam dar a ela uma nova chance. 
Uma das coisas mais legas na nossa amizade era que não precisávamos saber de todos os segredos. A gente só precisava se entender bem.
gosto assim!
Enquanto isso, Red e a irmã de Nai acabam se envolvendo em uma investigação particular para descobrir o que pode ter acontecido para Naomi sumir por meses. A policia não está levando o caso muito a sério porque eles acreditam que Nai sumiu porque queria - ela tinha histórico de fugas de casa - e mesmo depois que ela reaparece, não existem provas para que a investigação caminhe para outro lado. Mas Red faz algumas descobertas e junto com Ashira, a irmã hacker de Nai, começam a investigar.
Você nunca desiste de mim, nunca me decepciona. Não importa as merdas que eu faça ou diga, e isso é muito especial, você é muito especial para mim, sabe disso, não sabe?
Vou confessar que no inicio do livro tive alguns prolemas com a descrição da trama. Quer dizer, é um livro que já começa 'do meio' e a gente já começa a leitura com muita informação sendo 'jogada'. Mas meu maior problema nem foi essa questão, foi porque achei o inicio especialmente problemático por conta de algumas falas de Red. É como se tivessem pegado todos os clichês sobre adolescentes e jogado na trama, e isso me deixou meio 'Hmmmm', mas segui a leitura, afinal, eu queria saber o que raios tinha acontecido com a integrante desaparecida e encontrada quase morta. Demorei pra engrenar a leitura, porque tive esse probleminhas com algumas coisas no inicio, mas depois resolvi me concentrar e foi aí que a coisa desenvolveu.

Apesar de alguns momentos de Red inicialmente não terem me agradado e não ter gostado muito de alguns clichês adolescentes do ensino médio, acho que no decorrer da história as coisas começam a fazer sentido (dentro da realidade exposta) e aí você consegue relevar aqueles detalhes incômodos. Apesar de não ter amado nenhum dos integrantes da banda, eu até consegui entendê-los. Acho que a personagem que mais gosto no livro é Ashira, porque ela é toda pro-ativa, toda entendida dos sistemas e ela me fazia rir com toda a coisa de ser hacker. 

Mas o grande fator UAU do livro acontece depois da metade. É um dos maiores plot twists que já vi num livro adolescente e eu fiquei realmente impressionada porque é algo muito inesperado! Eu quase tive vontade de reler tudo pra ler com essa nova perspetiva. Achei realmente legal essa virada na trama e ela subiu bem no meu conceito devido a isso! Eu realmente queria que todos os meus amigos estivesse lendo pra conversar com eles sobre o assunto. É inesperado, mas faz sentido e dá um novo olhar sobre tudo que já havíamos lido. Abaixo vou deixar um comentário spoiler sobre uma consideração minha! Selecione e leia apenas se você já tiver lido o livro!

Sério, achei sensacional a revelação sobre Red! Quando li eu quase achei que tinha algum erro porque demorei a acreditar que era aquilo mesmo, mas achei demais. Só acho uma pena que a tradução para o português tenha atrapalhado um pouco o inicio no livro. Notei o cuidado da tradutora em usar o minimo possível do art, definido, mas no nosso idioma é complicado dispor dos mesmos recursos que no inglês - onde os adjetivos não se definem pelo gênero. Então acho que no original, essa sacada fica até mais fácil de entender, já no nosso idioma, fica notável que algumas coisas precisaram soar 'erradas' para que se mantivesse o mistério.
... não sinto medo. Então é para isso que a vodca serve. Ela acaba com todas as suas emoções e deixa você destemido.
Sobre o grande mistério envolvendo o sumiço de Naomi, achei que foi uma trama bem estruturada, até. Não fiquei surpresa com a grande revelação - acho que os anos de CSI e as leituras policiais estão fazendo efeito - mas achei interessante o modo como as coisas foram construídas e explicadas. De fato, não é a coisa mais surpreendente da trama, mas é bem explicadinha e cumpre o papel. Acho que, apesar dessa parte investigativa d livro, o foco da trama é mesmo as relações. Entre as famílias, entre os amigos, como tudo pode ser confuso e complicado nessa fase da vida e como o apoio das pessoas que amamos pode ser o diferencial.

Um livro bem interessante, principalmente pelos temas abordados. Se você já leu, comente e converse comigo!

Eu Li: Tartarugas Até Lá Embaixo (Turtles All the Way Down)

Depois de um longo inverno (não sei o porquê, mas amo essa expressão e quis usá-la) John Green voltou a nos agraciar com um livro todinho escrito por suas mãos de mago (perdoem a breguisse, acho que estou meio enferrujada, e principalmente, nostálgica, então preparem o vocabulário para coisas do tipo). Depois do estrondoso (olha isso) sucesso de A Culpa é das Estrelas, Green nunca mais tinha escrito um livro inteirinho e todos os fãs ficaram órfãos. Mas cinco anos se passaram e John  Green resolveu o problema dos nerdfighters com mais um livro fresquinho. Eu fiquei animadíssima quando soube do livro na época da Bienal Rio e, obviamente,a expectativa era ainda mais alta. Então vamos começar essa resenha!

O livro é narrado por Aza Holmes, nossa protagonista. Aza está no segundo ano do ensino médio e estuda na White River High School, em Indianópolis. Aza tem dois amigos próximos, Daisy e Mychal e é completamente apaixonada por Harold, seu Corolla azul brilhante. É realmente a personagem mais apaixonada por um carro que eu já li - e já li umas pessoas bem apaixonadas pelo próprio carro.
Vemos adultos tentando preencher o vazio com bebida, dinheiro, D , fama ou com o que quer que idolatrem, e tudo isso faz com que apodreçam por dentro, até não sobrar nada além do dinheiro, da bebida ou do Deus que eles acharam que era a salvação.
essa citação é maravilhosa. Uma facada de realidade.
O grande lance da trama de Aza é que ela tem TOC, num grau bem pesado. E talvez você nunca tenha levado o transtorno bsessivo ompulsivo muito a sério (existe tanta piada a respeito desta doença, né), mas a real é que é um transtorno psicológico muito complicado e a forma que ele afeta a vida da Aza é realmente assustadora e como o livro é narrado por ela, nós estamos o tempo todo dentro-da-cabeça-dela, vivendo as fases mais complicadas do que ela enfrenta. A história do livro é muito interessante porque embora a gente tenha esse contato bem próximo à doença da protagonista, a trama tem todo um clima de investigação. Acontece que Aza, influenciada por Daisy, começa a investigar o paradeiro de um bilionário acusado de corrupção, pois ela já fora amiga do filho desse cara. Aí Daisy convence a amiga a se reaproximar do menino para ver se descobrem algo - porque existe uma recompensa - e a trama toda se desenrola entre essas amizades, reencontros e buscas.

É um livro com uma leitura muito fluida, muito fácil, mesmo quando Aza está tendo um surto compulsivo e está falando nomes de bactérias que eu nem sabia que existia. Acho que John Green sabe trabalhar muito bem as medidas porque apesar do livro ser bem focado nesse problema pessoal de Aza, as partes sobre outros assuntos conseguem contrabalancear bem e isso torna a leitura muito agradável. Por exemplo, a amizade de Aza, Daisy e Mychal é um dos pontos altos do livro e quando conhecemos Davis Pickett - o jovem do pai fugitivo - a interação entre ele e Aza, além de toda a importância para o desenvolvimento da trama, é realmente empolgante. 
Eu não conseguia me fazer feliz, mas conseguia fazer as pessoas ao meu redor infelizes.
eu sinto muito isso
Eu tento não ser fã do John Green, mas é impossível não admitir que o cara tem um apelo forte para escrever para jovens porque ele consegue escrever de forma crível, tocante e ainda assim interessante e cheio de significâncias para o leitor. Eu comecei esse livro já batendo palmos porque a forma que ele conseguiu descrever um transtorno, de um modo que fica tão tangível é realmente de se admirar. Eu não tenho TOC, mas por ter outros probleminhas psicológicos, achei extremamente sensível e admirável a forma que ele conseguiu escrever a Aza. Acho que livros assim são importantes para o jovem ler, porque expõe assuntos que não são comumente abordados, mas que podem ser um diferencial na vida de quem passa por ele ou conhece alguém - ou apenas quer se informar. Não se assuste com o título exótico. Ele significa tudo depois que você lê - e a capa
Tenho a sensação de que você só gostar de mim de longe. Preciso que gostem de mim de perto.
Terminei o livro completamente tocada pela história. E o final desse livro é muito bonito, sabe? É o tipo de final que você pode reler tempos depois e ainda se emocionar porque ele consegue transmitir tudo, fazer um compiladão de toda a trama e causar a mesma sensação da primeira leitura - e digo isso porque eu reli o final outras vezes. O livro todo é muito bom e o final é igualmente lindo. Não é um "final feliz" - estamos falando de John Green, eu não esperaria por algo tradicional - mas é o final ideal. Eu cheguei a considerar o final 'triste', mas é o tipo de final que tem um significado maior do que um adjetivo desse nível. É um final que casa muito com a trama e isso me deixa bem satisfeita. 

Foi um livro que gostei tanto logo de cara que saí recomendando aos meus amigos que lesse também, pra que eu tivesse com quem conversar sobre o livro enquanto lia (obrigada Mah, Vivi) e foi muito bom porque pudemos discutir o final do livro e as sensações que ele causou em nós. Então eu realmente recomendo que você leia Tartarugas Até Lá Embaixo! Leia com os amigos, leia sozinho, apenas leia. E venha conversar comigo sobre ele porque ele definitivamente entrou no meu TOP 1 John Green. É meu livro favorito dele.
O problema dos finais felizes é que ou não são realmente felizes, ou não são realmente finais, sabe? Na vida real, algumas coisas melhoram e outras pioram. E aí a gente morre.
John Green é John Green, não é mesmo?

Eu Li: A Casa das Marés (Foreign Fruit)

A Casa das Marés foi um dos lançamentos mais recentes da Intrínseca, para completar a coleção Jojo Moyes, mas originalmente se trata do segundo livro da carreira dela (lá em 2003). Como dessa autora, eu sempre quero ler TUDO que é lançado dela, e fiz questão de pedir o livro para ler e resenhar. Confesso, não foi uma leitura que me pegou de primeira, e eu demorei pra engrenar na leitura, no entanto, depois que consegui me afeiçoar à trama e a toda a riqueza que esses personagens carregam, foi uma questão de páginas pra eu não conseguir mais largar o livro! Talvez você também passe por isso, ou já tenha lido algo sobre o livro e não se sentiu muito animado para ler, mas por favor, leia essa resenha e saiba porquê você DEVE dar uma chance para A Casa das Marés.

O livro começa numa cidadezinha litorânea, Merham lá pela década de 50. Em Merham conhecemos Lottie e Celia, duas jovens curiosas pelo que a vida tem a oferecer (nossa, parece comercial ruim de Sessão da Tarde... vou melhorar), Celia é a filha mais velha da família Holden e Lottie é uma menina que o Dr. e a Sra. Holden acolheram e passou a viver com eles. As duas são melhores amigas, tipo irmãs mesmo, embora tenham pensamentos bem distintos a respeito da vida. Merhan é uma dessas cidades onde todos se conhecem e a vida alheia acaba sendo assunto de debate entre a comunidade. Tudo é muito tradicional, pacato, sem graça, mas a cidade muda quando um casal de artistas se muda para uma casa a beira-mar. Poderia ser só um casal de vizinhos normais, mas a cidade fica meio em polvorosa (há) com eles, que nunca estão sozinhos na casa, moram com outros amigos e passam a viver nesta casa que estava abandonada, mas que foge até da arquitetura tradicional da cidade, a Casa Arcádia. É tudo muito exótico para a pacata vizinhança local, mas claro, desperta a curiosidade das jovens Celia e Lottie. As duas logo fazem amizade com todos que vivem na casa e essa amizade...

Convivendo com esse pessoal tão exótico moderno, as duas logo acabam se envolvendo num escândalo e com isso, Celia é mandada para outra cidade #babado. Mas Celia volta noiva de um rapaz, Guy Bancroft, e é então que os problemas entre Lottie e Celia começam... Celia é uma personagem difícil de gostar, porque ela parece esse tipo de menina boba, que só quer aparecer, super preocupada com as aparências, e que parece que tem uma amiga só pra ter alguém para quem contar vantagem. Já a jovem Lottie é um pouco mais fácil, pelo menos sentir compaixão, porque ela tem toda a questão do abandono da mãe, o fato de se sentir desajustada e bem, ela é amiga de Celia, Se isso já não faz qualquer pessoa ganhar pontos, eu nem sei... Não amei Lottie assim que a conheci, mas no decorrer do livro e acompanhando tudo que ela enfrenta, é uma personagem de que me orgulho muito.
... Lottie não se ofendera. Era difícil ser ofendida por alguém de quem sente pena.
Depois chegamos aos dias atuais (!) e conhecemos Daisy Parsons. Daisy está recém separada de seu marido e pai-da-sua-filha-recém-nascida e passando por esse turbilhão em sua vida pessoal, recebe a proposta de reformar a Casa Arcádia. Ela e o marido tinham essa empresa de reformas e depois que ele a abandonou, restou a ela a incumbência de realizar o projeto contratado. Então Daisy se muda para Merham com a filha e quando a obra na casa começa, as coisas vão se revelando e nós vamos encontrando as conexões entre essas duas realidades, separadas por meia década.

Era a coisa que nunca contavam sobre separações: você perdia a pessoa com quem geralmente fazia todos aqueles comentários mais ou menos interessante que colecionava ao longo do dia.

Eu gostaria de escrever uma resenha bem detalhada e contar tudo o que a trama tem, mas isso estragaria a história para quem não leu, então vou me concentrar no que a trama me fez sentir. O livro é separado em 3 partes. Na 1ª, temos a parte dos anos 50, na 2ª os dias atuais e também é quando começamos a ver as conexões e isso é muito incrível. Eu chamo esse tipo de livro da Jojo (que começa no passado e chega no presente) de 'o velho estilo da Jojo' - não porque seja realmente velho, mas porque sinto que esse é um modo que ela gosta de basear suas tramas - acho que ela só mudou isso em Como Eu Era Antes de Você. E eu sempre fico surpresa (não deveria, mas ainda fico) em ver como eu consigo me apegar às tramas que se passam no passado do modo que ela escreve e consegue unir as realidades. Como eu disse, no começo não estava conseguindo me conectar muito bem com os personagens, mas conforme fui lendo, entendendo aquela realidade (lá nos anos 50...) e depois vendo onde tudo aquilo ia se conectar, foi mágico!
Devia ter seguido sua intuição: nos negócios, não havia hora ruim. Se você é profissional, vai em frete e faz o trabalho. Sem desculpas, sem rodeios.
A Casa das Marés é um livro realmente lindo porque ele fala sobre família e esse tipo de enredo sempre me deixa emocionada. No inicio, a gente se emociona m ver como Lottie se sente um pouco deslocada dentro daquela família, que a acolheu, mas parece que não totalmente. Ela é grata, mas tem aquele sentimento de não-pertencimento, não só a família Holden, mas a toda a vizinhança de Merhan. Depois ela tem que lidar com sua (ex) melhor-amiga namorando o cara que ela achou ser feito para ela e então todas as consequências que isso causa nas vidas de todos. E temos Daisy, que esta destruída com o fim de seu casamento, mas que precisa seguir em frente. E tem as famílias de Merham, que foram afetadas direta ou indiretamente com os acontecimentos na época dos artistas na Casa Arcádia e ver como tudo isso se desenvolve é realmente um deleite.

O livro toma um rumo bem surpreendente e eu fiquei emocionada - e até um pouco chocada - com o modo como Jojo Moyes conduziu alguns finais da trama. Acho que quando lemos um romance, temos sempre aquela idealização de que as coisas vão ser lindas e ter um FINAL feliz, e não me entendam mal, não é que o final seja triste ou nada assim, é só que ela deu um final tão... VIDA, que eu fiquei surpresa porque, mesmo a leitura tendo uma trama bem #realidades, eu esperava um final bem diferente do que o que li, mas ainda assim, quando terminei o livro, foi com aquela sensação de que o final foi perfeito, porque ele foi o IDEAL, mas não dessa forma idealizada que costumamos formar. É um dos livros mais emocionantes que li dela, de modo geral, por tudo que a trama contém, toda a bagagem emocional e toda a história dos personagens. Ele também me lembrou um dos meus livros favoritos dela: A Garota que Você Deixou para Trás, não pela parte atual, mas porque a parte do passado me deixou realmente comovida.
— Não faz sentido ficar presa ao passado, com ou sem filha. Você tem que construir sua própria vida.
Se você tem esse livro e ainda não leu ou se o viu numa livraria e não ficou certo se deveria dar uma chance, eu te garanto que você não vai se arrepender. Talvez não seja um livro que você vá se apaixonar pela trama de cara, mas não desista e continue lendo porque se você gosta de tramas bem intrincadas, cheias de reviravoltas, segredos, revelações, com essa pegada a-vida-como-ela-pode-ser, tenho certeza que você vai se apaixonar e amar a leitura, assim como eu

Eu Li: Por Trás de seus Olhos (Behind Her Eyes)

Pedi Por Trás de seus Olhos para resenhar depois de receber o release da editora e ficar curiosíssima pelo que falavam nas poucas linhas. Depois fui a um evento da Intrínseca na Bienal e falaram muito bem do livro, mas sem revelar nada, então só aumentou minha curiosidade. E devo dizer que essa leitura foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Eu sabia que ia amar a trama logo depois do inicio, quando comecei a me situar na história incrível que Sarah Pinborough criou. A resenha não tem spoiler, porque neste livro você precisa chegar sem muitas informações!

Nossa trama começa de um jeito bem misterioso, com uma cena que a gente se pergunta 'pera, volta que eu não sei onde estou' mas é só não se assustar e seguir com a leitura porque aos poucos as coisas vão tomando forma e é quando a gente vai conhecendo as personagens e suas tramas individuais que tudo vai ficando melhor e a cada pagina se torna praticamente impossível parar a leitura porque esse é desses livros que a gente sente necessidade de saber o que vem a seguir, pra desvendar tudo.

O livro é construído em três tipos de narrativa. Temos Louise, uma mãe divorciada, que trabalha como secretária meio período em uma clinica particular em Londres. Numa noite, Louise vai a um bar e acaba ficando com um homem desconhecido, num momento de 'vou deixar a vida me levar'  -porque Loiuse não faz esse tipo de coisa. No dia seguinte ela vai trabalhar e descobre que o tal homem desconhecido, é seu novo chefe.Também conhecemos Adele. Adele é a esposa perfeita - ou pelo menos, ela tenta ser - mas seu casamento com David está passando por problemas. Eles se mudam para Londres numa tentativa de recomeçar e tentar acertar as coisas, mas parece que mesmo com as tentativas de Adele, David não está disposto a nova chance. Sim, é isso que você pensou: o David de Adele é o homem misterioso e novo chefe de Louise. Num desses acasos (ou não) Adele acaba conhecendo Louise - fora do ambiente corporativo - e as duas começam uma complicada amizade. Ela sabe que Louise é secretária de seu marido e, sendo nova na cidade  e querendo uma amiga para passar o tempo, ela pede para que elas mantenham essa amizade em segredo - porque não quer que o marido saiba que ela é amiga de sua secretária, embora, Adele não saiba que Louise teve um caso com David.

Eu queria mesmo falar mais sobre o livro - isso não é spoiler! - mas eu comecei a ler esse livro sabendo basicamente isso, e a verdade é que isso não é o ponto principal da trama. Isso é só o começo desse enredo super inesperado. E surpreendente.

Durante o livro eu fui criando várias teorias - e você também criará. É uma trama bem intrincada e a cada capitulo a gente vai descobrindo algo novo que pode reafirmar - ou não - o que que estamos descobrindo. Eu fui anotando tudo num caderninho porque é tanta coisa acontecendo que eu precisava saber onde e porquê eu estava chegando a certas conclusões. Mas não se engane. Apesar de ser uma trama que claramente pede para que o leitor descubra o que está se passando, a autora tem várias cartadas que deixam até o melhor Xeroque Rolmes surpreso! E isso é o que considero mais maravilhoso sobre esse livro: por melhor que sejam suas teorias, a chance de você realmente saber o que está acontecendo deve ser de 0,006 %. Eu terminei a leitura faz algum tempo e ainda nem consegui mergulhar em outra porque eu SÓ CONSIGO PENSAR em tudo que acontece nesse livro! Sabe quando você termina um livro e tem vontade de reler tudo de novo? É isso que acontece! Eu ainda nem consegui digerir bem tudo que acontece e a forma que a autora constrói é realmente sensacional.

Esse é o tipo de leitura que você faz e ao perceber a genialidade da trama fica se perguntando  'por quê não conheceu a autora antes'! Eu COM CERTEZA quero ler outras coisas da Sarah porque gostei muito do estilo e do modo que ela criou e conduziu tudo. Recomento demais a leitura! Sério, esse livro é tão genial que eu só fiquei pensando que ele tinha que virar filme (claro, dá um pouco de medo, mas ao mesmo tempo, adaptação é a chance do livro chegar a mais gente. Com o filme, mais gente conheceria e se interessaria pela leitura). A Sarah é uma autora bem reconhecida lá fora, com alguns projetos de adaptação, então, com o sucesso que Por Trás de Seus Olhos está fazendo pelo mundo todo, acho que existem chances de aparecer um filme sim. Enquanto isso, por favor, LEIAM! Eu preciso de mais gente desse livro pra conversar e fazer conspirações comigo!

Eu Li: Geekerela (Geekerella)

Resolvi ler Geekerela por conta da capa fofa de recomendações de amigos e por acreditar que um livro YA que reconta o clássico de Cinderela só poderia ser legal, não é mesmo? Pois bem, li o livro depois de um livro muito tenso e eu estava mesmo precisando de uma leitura leve e divertida pra passar os dias e bem, encontrei isso na trama de Ashley Poston - embora eu também estivesse numa fase muito questionadora e acabei problematizando tudo, ou seja, de nada adianta o livro ser leve se a gente começa a ver tudo com olhos muito analíticos. Pois bem, vamos começar essa resenha sem spoilers que eu explico!

Geekerela é a historia de Elle Wittimer. E também de Darien Freeman. Elle é uma adolescente órfã (obvio, né) que vive com a madrasta e suas duas filhas, as terríveis gêmeas-do-mal. As quatro vivem na casa que era dos pais de Ella e ela se sente no dever de zelar pela casa, afinal é tudo que ela tem, a unica ligação com o pai e a mãe, então faz tudo que a madrasta pede: limpar, arrumar, lavar, passar, fazer comida... Darien é um jovem ator que alcançou a fama após estrelar uma série de sucesso entre as adolescentes - e também algumas fotos polemicas e problemas com a mídia - e agora está prestes a participar do remake nas telonas de uma série de ficção cientifica sucesso, a qual ele sempre foi muito fã, então está empolgado com a oportunidade. Acontece que Elle, de férias de verão, trabalhando num food truck vegano chamado Abóbora Mágica (sim!), e tendo que fazer todas as tarefas da casa, sempre foi a maior fã do tal seriado, Starfield, e fica #chatiada quando é divulgado que Darien, o astro teen do tanquinho, dará vida ao protagonista. Ela não aceita que vão fazer um remake da serie que ela aprendeu a amar com seu falecido pai e chamaram Darien para o papel mais importante! Como essa é uma releitura atual, Elle tem um blog onde fala sobre Starfield e faz um post desabafo sobre a escalação de Darien e (claro) esse post acaba viralizando.

Apesar de não concordar com Darien no elenco (porque ela simplesmente não o acha bom o suficiente para encarnar o príncipe da federação), ela fica sabendo de uma promoção que acontecerá numa feira geek famosa, a Excelsicon (que é tipo uma Comic Con) e decide participar desse concurso para tentar ganhar o premio principal, que ela acredita que pode ajudá-la a se livrar do domínio da madrasta. Ela não sabe bem como vai arrumar a fantasia, os ingressos, o trasporte, mas decide tentar e como esse livro é uma releitura de Cinderela, ela acaba recedo ajuda de  uma fada madrinha embora ela tenha cabelos verdes, piercings e saias rodadas, e acho que a personagem que representa a fada é uma das que mais gosto da trama! 
Hera veste a vida como Elvis usava lantejoulas: com atitude e segurança.
o livro é cheio dessas referências 
maravilhosas ♥
Eu vou parar de falar sobre a trama em si porque apesar de ser uma versão de Cinderela, as situações são bem originais (embora haja essa ligação) e não quero que você descubra nada além. Eu li sem saber nada e é bom acompanhar as reviravoltas conforme elas aparecem. E vou começar minha analise a partir deste ponto: gostei muito que esta é uma releitura que contém MUITA coisa da base Cinderela, mas ao mesmo tempo as situações apresentadas são diferentes justamente por se passar nesse mundo jovem, de fãs. É legal porque a gente não espera por uma cena especifica, mas depois que acontece a gente para e pensa 'ei, isso é aquela cena clássica!' e eu fiquei realmente impressionada pela Ashley ter conseguido fazer algo assim. A releitura que mais tive acesso de Cinderela foram os filmes de 'Nova Cinderela' da Disney (a mãe da animação clássica) e achei que no livro, a autora conseguiu usar muitos elementos de base Cinderela (mais do que nos filmes até), mas com situações totalmente diferentes.

Gostei bastante dessa releitura, mas também tive alguns problemas... Vou escrever aqui porque esta é minha resenha, mas falei com alguns amigos sobre e a maioria me achou implicante! Mas é justamente quando estou implicante com uma leitura que eu preciso explanar meu ponto de vista! Primeiramente (haha), eu realmente não consegui entender porque Ella é tão passiva em relação a madrasta... Quer dizer, na história clássica até faz algum sentido porque se passa antigamente, mas em plenos 2017, achei que ela deixa a madrasta interferir demais. Na verdade, esse é um ponto que só da pra entender lendo, porque você precisa ver a relação das duas, mas deixo aqui o aviso pra você ler com atenção pra depois me contar se concorda. Existe todo o ponto de ser menor de idade e depender da moradia com a madrasta porque a coitada não tem mais ninguém (isso é sempre tão triste), mas tem um acontecimento no livro que poderia ter mudado isso e Ella parece que demora a tomar uma atitude...
Mas meu pai sempre acreditou que precisamos ajudar os outros acima de tudo. É preciso ser gentil e fazer as coisas de coração.
Talvez essa seja a explicação de porquê
ela aceita tantos absurdos...
Minha outra questão (vou citar só essas, porque eu arranjei várias) é que não consegui gostar muito do Darien. O livro é narrado por Ella e Darien, com  capítulos intercalados, mas alguns pensamentos de Darien me deixaram meio incomodada. Quero dizer, Ella, apesar de eu não concordar com algumas atitudes (ou melhor, falta de) é uma personagem que você acaba solidarizando, sente aquela empatia, mas com o Darien, como ator-tanquinho, eu não consegui sentir essa proximidade, sabe? Eu tentei, mas achei que muitas vezes ele parece ser estrelinha. O cara é um ator na melhor fase (sendo tão jovem) e parece sempre meio mal agradecido... Mas isso é uma opinião que eu tenho Ella ao meu lado porque ela fala isso pra ele. E a verdade é que depois que eles se conhecem e passam a ter 'cenas juntos' achei que Darien melhorou bastante na personalidade!
É mais fácil sermos quem queremos ser quando não estamos tentando ser quem todo mundo pensa que somos.
bons conselhos...
Então eu recomendo mesmo que você leia o livro! Eu estava nessa fase muito analítica (vim de uma leitura que fez isso!) e acabei problematizando demais, mas acho ótimo quando um livro que nem tem esse tipo de pretensão nos faz pensar. E eu super recomendo leituras que fazem refletir! Apesar das minhas ressalvas, a trama é muito fácil de ler - mesmo as partes do Darien, rs - e é um livro bem legal pra quem gosta de releituras ou sabe o que é ser muito fã de alguma coisa. Starfield nem existe mas é fácil criar identificação porque quem é fã, sabe como é! Se você gosta de livros YA também vale a leitura.

E se você ler e problematizar tudo, não se sinta só! Vem aqui conversar comigo!

Eu Li: Até que a Culpa nos Separe (Truly Madly Guilty)

Quando a Intrínseca anunciou que lançaria o livro mais recente de Liane Moriarty por aqui eu fiquei esperando ansiosa. Liane, junto com Jojo e Gillian, é uma das minhas escritoras favoritas atualmente, e está neste seleto grupo (deixa eu fazer um drama) de escritoras que eu quero ler tudo que escreve. Eu já esperava gostar do livro porque Liane nunca me decepcionou, então eu nem vou fazer suspense, porque simplesmente não teria como o resultado ser outro. Pode ler a resenha porque não tem spoilers!

Neste livro conhecemos a trama de Erika e Clementine. O livro é narrado em terceira pessoa, focando ora Erika, ora Clementine. Devo logo começar dizendo que eu amo quando um livro é em terceira pessoa e eu não sinto isso - quem me conhece sabe o que acho do assunto, eu sempre comento aqui - e eu tive até que pegar o livro pra ver enquanto escrevo essa resenha, porque eu me senti tão próxima das personagens, que estava pensando que ele era em primeira pessoa! O livro começa com Erika indo a uma palestra de Clementine e a gente logo percebe que a amizade das duas tem alguma coisa que não é normal. As duas são amigas desde a infância, mas parece que há algo no decorrer desta amizade que faz com que elas não sejam tão amigas assim. 
Ela sempre entrava em pânico quando tinha um teste pela frente, passando a duvidar de si mesma de repente. Erika não imaginava como seria ter um trabalho em que a própria pessoa duvidava da sua capacidade de realizá-lo. No mundo de Erika, ou você era qualificado para um emprego ou não era.
Ah, Erika, tão preto no branco....
Eu SUPER me identifico
com Clementine....
Erika é contadora e casada com Oliver e os dois são o par perfeito. Erika é compulsiva com limpeza e muito metódica e Oliver compreende muito bem esse lado da esposa e isso não parece um problema no casamento deles. Ele a compreende melhor do que ninguém e os dois tem muito em comum. Mas será que todos os casamentos são apenas o que parecem aos olhos alheios? Já Clementine é violoncelist, casada com Sam e tem duas filhas pequenas, Holly e Ruby. Ao contrário da amiga, Clementine é bem desorganizada! Ela e Sam tem muitas preocupações com a hipoteca, as crianças, os empregos e isso obviamente sugere uma dinâmica familiar diferente. Mas algo aconteceu entre as Erika e Clementine, que mantém a amizade, mas não parecem se gostar tanto assim.
Ela sempre me pergunta se eu emagreci, que é o jeito passivo-agressivo de me dizer que preciso emagrecer.
Como boa contadora de histórias que é, Liane não revela tudo assim de cara, de modo que a gente vai descobrindo aos poucos o que aconteceu entre as duas que deixou a amizade tão estremecida, tão cheia de contrastes. O livro se passa no presente, onde vemos que esta amizade estranha está estremecida e também no dia do churrasco. Era um domingo comum e Erika e Clementine foram convidadas para um churrasco na casa do vizinho de Erika, Vid. As duas famílias vão passar a tarde na casa de Vid e Tiffany para um churrasco e é neste churrasco que as coisas acontecem e mudam, ou melhor, expõem ainda mais os problemas nessa estranha amizade entre Erika e Clementine.
[...] vivia lembrando a Clementine aquela frase de Gore Vidal: Sempre que um amigo triunfa, eu morro um pouco.
#ui
Vid é um dos pontos altos do livro, ele e a esposa Tiffany são ótimos, mesmo com todo o mistério envolvendo o acontecimento na casa deles, são personagens bem carismáticos. A forma que a trama vai sendo construída também é um dos pontos altos porque a todo capitulo a gente descobre algo que vai ajudado a montar a trama e essa descoberta aos poucos é maravilhosa - da uma leve angustia, mas a expectativa é boa, neste caso. Eu estava muito empolgada enquanto lia e gosto muito desse estilo de narrativa, quando parecemos tatear no escuro - temos informações, mas não completas - e a tensão vai ficando maior a cada capitulo! quando mais perto eu chegava de descobrir o que tinha acontecido no tal churrasco, mais ansiosa eu ficava e quando veio a revelação eu fiquei bem surpresa. Talvez eu tenha imaginado algo do tipo, mas a forma que é contado, e principalmente, saber como o acontecido afetou a vida de todos eles - que é o que vamos lendo durante todo o livro - realmente nos faz pensar sobre como a culpa pode comandar relações e deixá-las quase insustentáveis.
Francamente, já estava cansado. Gostava bastante de todos ali, mas socializar exigia um esforço mental e físico que o deixava exausto e sem energia.
exatamente o que penso, as vezes....
Eu gosto muito que Liane sempre tem personagens mulheres que são reais. Quer dizer, graças aos céus, eu não passo por nada parecido, mas as protagonistas dela sempre são mulheres com histórias palpáveis e que tentam seguir a vida, não importa o que tenha acontecido a elas. Não só o acontecimento do churrasco como tudo que os personagens vivem e contam no decorrer da trama são coisas que nos fazem pensar sobre como cada ação nossa tem uma reação (sim, é clichê, mas é verdade) e eu gosto muito de como Liane desenvolve as relações a partir de cada acontecimento - neste livro, até os que começaram na infância. É muito interessante ver como algumas coisas antigas podem  permanecer e afetar nossas vidas até o fim e as vezes a gente nem se da conta - até algo acontecer!

Mesmo que você seja bom em investigações e descubra antes da revelação o que aconteceu (é improvável, mas existem Xeroque Rolmes, por ai), o mais importante é ver como esse acontecimento  - no dia do churrasco - expôs todos os pontos fracos da relação das amigas, dos casais e de todos que participaram do fatídico dia do churrasco. É um livro gostoso de ler, mesmo sendo bem grande e em terceira pessoa a trama é muito bem escrita e não fica cansativo acompanhar, pelo contrário. Se você já leu algo de Moriarty, sabe do que estou falando e com certeza não vai se arrepender de ler Até que a Culpa nos Separe. Se você não conhece, eu recomendo que você vá comprar um livro dela e ler porque ela sabe contar uma trama de mistério com tensão da melhor forma!

Sou fã mesmo! Se quiser conferir resenhas de O Segredo do Meu Marido e Pequenas Grandes Mentiras (sim, a série da HBO) é só clicar nos nomes.

Eu Li: {Duny} Meu Livro. Eu que Escrevi.

Quando eu soube que a Intrínseca ia lançar o livro da Duny, eu surtei - verdade! Lembro que assim que o Raoni avisou nas redes eu mandei um email todo empolgado e fangirl pra editora falando o quanto eu estava ansiosa. Calma, você nem sabe do que eu estou falando? Me diga onde você viveu nessas internet nos últimos dois anos que não conhece Girls in the House? Confesso, eu já tinha visto memes da serie pipocar pelo meu Facebook antes mesmo de saber do que se tratava, e se você ainda não conhece (eu deixei o link ali em cima, termine de ler esse post e vá assistir), já passou da hora de ver e se unir aos fãs de Duny e cia, pra saber o que é esperar ansiosamente por um episódio de série e não ter A MENOR IDEIA de quando ele estará disponivel (quem sofre por GOT é porque nunca viu GITH). Rao, o criador de toda a ideia, é conhecido por prometer episódio toda semana, mas atrasar sempre e sempre que possível! Acompanhar Girls in the House é entrar num terreno nebuloso e não saber onde vai pisar, mas fique tranquilo, você vai se divertir!

Antes de começar esta resenha, eu preciso por você a par de como eu conheci e virei fã dessa série. No fim do ano passado (na época de festas) eu estava em casa quando minha prima (que é adolescente e tá por dentro dessas coisas de gente jovem, rs) me mostrou a série e começou a assistir comigo (ela estava reassistindo, uma vez que já tinha visto tudo disponivel e estava como qualquer outro fã de Raony - esperando um milagre um episódio novo sair). Eu gostei tanto da série - você pode ver o 1º e 2º episódio meio que sem entender nada porque além do enredo rápido, do humor acido e das tiradas, a série é diferente não só por ser 'feita' com The Sims como também porque o próprio Raony é quem dubla TODOS (existem raras exceções, que vamos conhecendo no decorrer da série) os personagens e isso é bem impressionante. Eu curti tanto a trama das moradoras da Pensão da Tia Ruiva que assisti toda a 1ª e 2ª temporadas no mesmo fim de semana. Depois vi tudo o que tinha disponivel da 3ª temporada e todos os spin offs como Disk Duny (que são esquetes da Duny envolvendo a cultura pop e são DEMAIS), clipes, eps. especiais...
Sabe quando você chega a um lugar e passa a contestar sua existência e a se perguntar o que você tá fazendo lá? Eu não sei, porque isso nunca aconteceu comigo.
Duny, mostrando que seguiu o conselho de dona Evelyn e se ama demais.

Então vamos, enfim, começar a resenha deste livro do título, agora que você já sabe um pouco sobre quem é Duny Eveley (sim, ela tem esse sobrenome e a avó dela se chama Evelyn, o que vocês sabem que sempre me cativa). A resenha não contém spoilers, então pode ler sem medo!

'Meu Livro. Eu que Escrevi.' é um livro autobiográfico da Duny onde ela conta alguns episódios curiosos (se você conhece a série, você deve saber que as coisas que acontecem com as meninas em Sun Town - antiga Willow Creek - são no mínimo curiosas) que viveu tanto antes da série começar como durante a série (como se fossem episódios que não assistimos). É bem possível ler o livro sem ter assistido GITH, mas pra ter total entendimento do humor presente nele, é interessante que você conheça a série no Youtube (e também pra ler o livro com a voz da Duny na cabeça). Como qualquer livro derivado de alguma coisa, se você não conhece de onde aquilo foi derivado, as coisas podem não fazer o mesmo sentido, então é bom que você assista pelo menos alguns episódios antes de começar a ler - além disso, o livro cita coisas que sabemos pela série, então, se você ler sem assistir, vai acabar pegando algum tipo de spoiler! rs
Por enquanto, desisti de tentar ficar famosa e tô tentando focar em coisas que vão trazer frutos, como pôr minhas series em dia, arrumar confusão por causa de bobagem, manter meu corpo numa forma que me agrade e ficar deitada.
Duny. Mas poderia ser Evellyn.
Pra quem acompanha a série é bem visível a evolução de todas as personagens desde que Rao postou o primeiro ep., lá no fim de 2014, sem pretensão e sem imaginar onde aquilo poderia chegar. Tanto a qualidade dos episódios quanto o crescimento pessoal das personagens principais da Pensão são bem notáveis. Assim que comecei a assistir, li algumas entrevistas e acho que conheci a série na época em que ela estava explodindo. Acho que no fim da segunda temporada foi quando as coisas começaram a tomar proporção e a série foi ficando mais e mais conhecida. Raony já falou que esse é até um dos motivos pelo qual ele demora mais para postar os episódios: ele agora se cobra muito mais devido ao grande público que o assiste, então ele quer garantir a qualidade e coerência antes de postar. E isso é uma das coisas legas sobre GITH: mesmo tendo uma trama bem louca, existe uma coerência entre os eps e uma ligação entre as temporadas, então acho muito bom que o criador se preocupe com essas coisas, porque elas fazem mesmo a diferença.

Também gosto muito que existe um Q de despretensão no enredo, e isso garante a leveza  e o humor que passamos a gostar mais a cada capitulo. Mesmo quando acontecem algumas coisas bem WHAT? os próprios personagens fazem piada disso e isso é muito legal (eu escrevo isso e lembro da Ingrid, quem assiste vai saber porquê. Ela tem uma ironia bem marcante). Atualmente, Duny é comentarista de premiações na TNT (sim, a emissora de TV) e talvez você já tenha esbarrado com ela em algum comercial ou no canal de Youtube da TNT e o quadro dela comentando looks e vencedores é sempre muito divertido (com Priscilão e Embucete), mesmo quem não conhece a série consegue assistir e se divertir.

Em sua autobiografia Duny está divertida como sempre, com suas palavras diretas, seu humor peculiar e contando as mais cavernosas vivencias. É um livro para se ler rápido e passar o tempo num piscar de olhos chorando de rir com as loucuras que essa personagem já passou. Eu realmente curti demais a leitura e acho que pra quem é fã da série, é necessária! Pra quem não é fã, só deve ser porque não conhece então vá assistir!

Um  clipe de um single de Duny, Manequim. Porque essa música vicia.

Acontece que eu não sou boa em exatas. Muito menos em humanas. Talvez seja um pouco em humanas... Mesmo que eu odeie humanos.
Duny. Mas to preocupada que parece realmente algo que eu escreveria...
No ultimo ep. disponivel neste momento em que escrevo (3.06) eu achei super interessante porque aparece a Duny escrevendo um dos cap. do livro e quando eu fui ler esse capitulo, ele realmente se encaixa na trama e eu achei isso muito maravilhoso porque me fez chegar a conclusão de que o livro termina num futuro da série (no Youtube) então estou bem curiosa para ver como isso vai ser 'encaixado' nos futuros episódios. Eu admiro muito o trabalho do Raony porque o rapaz é um TALENTO desses que a gente tem orgulho de falar que conhece! Bem, eu não conheço pessoalmente, mas conheci o trabalho dele antes de ele escrever um livro - o que faz a pessoa ganhar uma projeção maior e pra um público diferente. Eu queria muito que ele fosse autografar na Bienal porque eu queria encontrá-lo por lá.
Ah, Duny! Do que você precisa mais no momento? A jaqueta de cheetah ou satisfazer a necessidade básica de comer?" Odeio quando me dão poucas opções...
É... Eu sou a Duny!
Se você está procurando uma leitura rápida e divertida - do tipo pra gargalhar alto, esse livro é a pedida! Se você já conhece a série e é fã, comenta aí e vamos conversar e confabular nossas teorias sobre o futuro das meninas da Pensão!