Eu Li: Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey)

Taí o livro mais comentado dos últimos tempos e imagina se eu não iria ler? 50 Tons foi, inclusive, tema do nosso clube do livro de Setembro (fotos e infos). O livro bombou lá fora, transformou a escritora - a iniciante E.L. James - em uma das pessoas mais influentes do mundo e fez a população ir ao delírio com o meu, o seu, o nosso, sr. Christian Grey. A editora Intrínseca não perdeu tempo e lançou o livro por aqui, para nooooooossa alegria!

Pra começar devo dizer que eu não achei o livro tão mal escrito quanto estava esperando, depois de tudo que li. Quero dizer, não dá pra escrever um livro erótico com palavras bonitinhas, huh? Mas acho que a escrita é tão boa quanto poderia ser. Além do mais, o que esse livro tem de encantador (além do charmoso e exótico Grey) é algo na linguagem que o torna viciante. É quase impossível parar de ler porque o tempo todo precisamos saber o que irá acontecer em seguida.

Anastasia Steele está prestes a se formar na faculdade e tem que entrevistar o dono de um influente grupo/empresa, Christian Grey, para a colega de quarto e amiga, que está doente. Então ela resolve encarar o desafio por Kate e vai encontrar o tal homem – que ela nem imagina como seja. Mas logo que chega ao escritório de Grey, Ana e toda sua falta de desenvoltura, despertam interesse do milionário (o porquê a gente nunca vai saber! Mas quem liga? rs).

Eu fiquei surpresa ao notar como me identifiquei com Ana (calma ai, mentes maliciosas). Ela tem quase minha idade, esta terminando a faculdade e ainda não sabe onde vai trabalhar. Ela não gosta de exercícios físicos, é meio insegura e adora ler

As coisas acontecem bem rápido, mas não tive aquela sensação estranha de que estava faltando algo. Na verdade, a forma como o relacionamento deles se desenvolve consegue ser bem convincente, apesar dos pesares. Sei que a maioria não concorda, mas eu acredito que você PODE SIM se apaixonar por alguém de cara, e quem tem um manual de 'regras da paixão'? Oras, se bateu a paixão e no dia seguinte você não pode mais ANDAR, RESPIRAR, VIVER sem a pessoa, azar o seu vá viver essa loucura!

Nossa Ana passa o livro todo numa dúvida eterna entre aceitar o que ele tem a oferecer ou cair fora antes que as coisas fiquem mais intensas. Mas a gente sabe que a tentação é uma filha-da-mãe e para que resistir quando se pode sucumbir? Como eu disse, rolou uma identificação prévia, mas ao mesmo tempo Anastasia tem coisas que irritam DEMAIS! Segue a lista:
  1. Ana não fala. Tem coisas que ela pensa e deve perguntar, mas fica só de hm, tá... E isso incomoda porque sinto que estou perdendo alguma coisa só porque a fofa não quis perguntar.
  2. Também me irrita o fato dela estar sempre reclamando da mesma coisa, mesmo depois de ter concordado. Poxa, se aceitou, ACEITE e pare de graça mulher!
  3. Ela é insegura em alguns momentos e para outros é o retrato da desinibição. Deve sofrer de dupla personalidade, isso sim.
  4. Ana tem esse hábito irritante de morder o lábio (cara, toda mocinha tem que ter essa mania?).
  5. Ela tem uns problemas *que eu recomendaria tratamento* em relação a comida.
  6. Anastasia é uma ta-ra-da.
Juro, Grey tem hábitos sexuais exóticos e nada ortodoxos, mas é Ana a verdadeira tarada do livro! A garota começa a história virgem, mas basta umazinha e vira uma ninfomaníaca! Ela só pensa naquilo... tsc, tsc, tsc.

E esse é outro ponto um pouquinho incômodo, não pela animação eterna da dupla, e sim porque depois da primeira vez as coisas parecem seguir num eterno loop. Antes da acontecer, rola aquele mistério, aquele flerte, aquela coisa do será-que-vai. Mas depois que acontece parece que fica só nisso. Eles são insaciáveis! Não que eu esperasse algum desenvolvimento profundo da relação, quando desde o inicio Grey deixa claro que não é do tipo flores e chocolate, mas eu esperava que a Ana falasse algo, fizesse algo, e não ficasse se sentindo subjugada o tempo todo quando ela mesma aceitou a coisa toda! Em alguns momentos dá pra sentir pena dela e isso não deveria acontecer, já que ela está lá de boa vontade. Mas não me sinto bem julgando decisões sentimentais porque tudo que envolve sentimento é uma loucura só e aí já viu...

Christian deve ser a versão masculina de Samantha Jones (Sex and the City). Sério, toda vez que ele falava 'foder' e suas infinitas variações eu só pensava 'esse cara fez escola com miss Jones! É muito interessante a forma paradoxal que Grey parece querer ficar com Ana. Ele a quer mais que tudo, mas tem que ser sob as condições que ele exige – contratos, regras, BDSM e mais contratos. Acho que o problema todo foi a iniciação dele, que foi inconvencional, então ele não sabe admitir ou pensar em outra forma de relação – o que torna tudo bem mais estranho, porque não seria mais fácil só ficar junto? Sem tanto drama?

Apesar dos conflitos internos que Christian vive - e a gente não sabe exatamente o porquê de todos os 50 tons, ele me pareceu muito honesto, mesmo com o mistério. Gostei da personalidade. Além de todo conjunto óbvio (beleza, riqueza, poder), ele tem algo de sensível em seu interior e é obstinado. E eu admiro obstinação.

Eu gostei do enredo do livro. Claro que não é nada profundo e que vá mudar sua forma de viver, mas dentro da proposta, acho que ele alcançou um marco. Só o fato da mídia estar divulgando TANTO um livro que tem uma temática tão abertamente sexual, já é uma coisa surpreendente (alias, alguém entende o motivo do fenômeno? Livros eróticos tem aos montes por aí...). Acho que a autora criou algo para entreter, divertir e mostrar que não tem problema falar de/ler sobre sexo. Além disso, a história termina de uma forma INJUSTA e nós ficamos necessitados da continuação, então, vamos continuar a saga gente, que ainda tem muitos tons de Grey para descobrirmos!

E vocês, já leram, querem ler, o que andam achando de todo burburinho?

Promoção A Ovelha e o Dragão #1


A Ovelha e o Dragão é um livro nacional que eu li e *amei* A historia me deixou tão curiosa que engoli o livro em poucas horas! Agora, além da Renata, o blog também é parceiro da editora Danprewan e pedi um livro para sortear para os leitores do blog. As regras estão explícitas no próprio Rafflecopter. Se você não sabe como usar, esse post do ItCultGen é bem esclarecedor.

Resenha do Livro para quem quiser ler ;)

Eu Li: A Seleção (The Selection)

Esse livro me chamou a atenção primeiramente pela capa, obviamente. Mas eu não costumo me enganar em relação a meu gosto capistico. E sempre rola o tal feeling e como a proposta era algo do tipo reality show + distopia (ou seja, a ideia básica de JV) eu precisava conferir.

Em A Seleção nós conhecemos um pais que um dia foi os Estados Unidos, mas depois da 3ª Guerra Mundial e suas terríveis consequências, acabou virando uma nação chamada Illéa. A democracia não mais existe e as coisas voltaram a ser comandadas pela monarquia. Existe a família real e o resto da população é dividida em 'castas'. Nossa protagonista e narradora, America Singer, é da casta 5, que é a dos 'artistas'. Ela canta e toca muito bem, e faz apresentações com a mãe para ganhar dinheiro. As castas vão de 1 a 8, e quanto maior o número, mais miserável. A 5 é mediana-baixa. O grande problema é que Meri está apaixonada e vive um affair secreto com Aspen, da casta 6 (de serventes). E é claro que a familia NUNCA irá aceitar que ela 'se rebaixe' para viver esse amor.

Mas America já vive em encontros furtivos com Aspen há 2 anos e eles pensam até em fugir. Só que os planos começam a desandar depois que Meri tenta fazer uma surpresa para seu amado e ele acaba irritado e consequentemente, terminando tudo com ela. Nesse meio tempo, America acaba sendo convocada/selecionada para participar dA Seleção, um reality show onde 35 garotas entre 16 e 20 anos são trancadas levadas para viver no castelo real e então ficar a mercê de vossa magestade e aguardar ser a escolhida. É bem legal esse clima de The Bachelor. Além de viver num palácio, com direito a tudo lindo e belo, elas ainda tem aulas de etiqueta, participam de recepções, dia de beleza.. Isso é mesmo uma distopia ou um sonho?
Acho que às vezes a melhor maneira de esconder um segredo é deixá-lo descoberto.
Hm, segue a dica ;)
O livro tem uma narrativa bem fácil de acompanhar e mesmo com esse cenário 'distópico' é fácil de entender a sistematização do local. América é uma boa protagonista; ela não é rebelde nem nada, mas também não é uma boba conformada. Acho que ela é um bom ponto entre as rebeldes (Katniss) e as certinhas (Lena). Tudo que ela quer é ficar com quem ama e não se importa se vai acabar rebaixada no sistema de pobreza.

No castelo, as coisas acabam sendo diferentes do que America imaginara e ela e príncipe Maxon acabam se tornando bons amigos. E eu amei a amizade deles! Claro que é cheia das terceiras intenções pela parte de nossa Magestade, mas ele é um personagem muito mais carismático e interessante do que aparenta e muito respeitador. Um príncipe realmente! Me ganhou assim que o conheci. Porque a gente até poderia esperar alguém arrogante, mas ele é tão gentil e tão inocente. Quase choro ao lembrar.

O livro tem sim o triangulo amoroso, porque obviamente as coisas não seriam tão simples e Aspen não sai da cabeça de America. E com o andar da carruagem passar da trama, as coisas só complicam para Meri já que Aspen reaparece e ela então fica em dúvida se deve ficar com o velho amor, ou deve deixar o coração livre para o novo. Eu gostei desse triangulo porque ele não fica irritante durante o livro, uma vez que o primeiro nem aparece e o que fica dele é só o fantasma da lembrança. Então não existe aquele drama e sim uma garota que quer se livrar do passado, apesar da dor e da dúvida. E pra ser sincera, nem tenho duvidas de quem EU America deveria escolher. É tão obvio que chega a ser injusto. Só espero que a autora não me decepcione, porque costumo semore shippar certo!

Outra coisa sobre A Seleção é que ele não é uma distopia típica. Na verdade, nem sei se ele seria uma distopia... Porque apesar do sistema de castas, da monarquia, dos rebeldes e alguma tensão em relação a ataques/guerra, o foco do enredo do livro é mesmo no reality e em como America lida com a situação. Então, nem dá pra comparar a JV porque a situação – até mesmo em relação a esse reality – é bem mais opcional do que obrigatória. As meninas não são obrigadas a se inscrever ou participar, mas fazem porque querem a coroa e/ou dinheiro para a família. A coisa das castas é uma porcaria - isso sim - mas sinto que pode mudar com nossa protagonista cheia de ideias revolucionárias para a monarquia.

O lado ruim do livro é que ele não termina ao final (rs). Existe uma continuação e só nela poderemos saber o que America, o principe Maxon e Aspen vão decidir. Esse livro é focado no reality e nos sentimentos dos protagonistas. Acredito que o próximo terá mais movimento – em A Elite a 'competição' entre as garotas fica acirrada – pois acho que terá mais sobre o que acontece fora do castelo e os motivos para existir os rebeldes (além da desigualdade social, porque afinal, se fosse só isso, nós deveríamos estar em guerra. #justsaying). Achei o livro uma graça do começo ao fim, a leitura é muito agradável e fiquei toda encantada com o cenário princesa dos tempos modernos + amizade-semi-colorida + amores que despedaçam o coração e o costuram de volta! É uma distopia fofa (e pode existir isso?).

O livro é lançamento do selo Seguinte e é uma lástima que a continuação ainda não tenha saído lá fora, pois se assim fosse, logo a veríamos por aqui, afinal, a proposta do selo é não demorar a lançar o livro seguinte....

Caixinha de Correio #31

Mais uma vez protelei ao máximo! Então a caixinha está atrasada, mas está em tempo... O áudio está bom, o vídeo esta grande, mas a maior parte é de comentários.. Então se você está interessado em ver o que chegou, só precisa conferir uns 9 minutos. Boa semana povo ;)



Minha Estante de Trocas - Clube do Livro de CG

Destaques:
Bem Mais Perto - resenha e promoção
Deslembrança - promoção

Livros Citados:
★ Cuco, O Reino, Charlotte Street, O Começo do Adeus, P.S. Eu Te Amo - Novo Conceito
★ Elixir - iD
★ A Destinada - Paula Ottoni
★ Cinquenta Tons de Cinza - Intrínseca
★ Sonhos - Alyson Noel -  Leya
★ Queria Tanto - Livia Brazil - Benvirá

Pessoas Citadas:
Paula Ottoni - Twitter
Livia - Facebook
Vivi -Twitter

Música:
★ Everybody Knows - John Legend (muito amor  por esse som)