A Escolha é o último livro da querida trilogia A Seleção, da Kiera Cass, lançado pela Editora Seguinte. Admito que eu demorei um pouco pra engrenar a leitura, mas fiz isso porque acho que não estrava preparada para o final (fins de séries são sempre emocionantes e embora eu goste de finalizar, fico com aquela sensação de que acabou para sempre). Mas não podia mais protelar e apesar de ter lido muita coisa na época do lançamento, fui bem surpreendida por alguns rumos da história. A resenha está sem spoilers, então leiam sem moderação!
O livro começa logo após o final de A Elite e quem leu o anterior, sabe que America esta cheia de planos máléficos para conquistar de vez o príncipe Maxon. Mas obviamente que temos toda uma história para concluir e a conquista não é o único ponto em questão. Maxon ainda está cozinhando as 4 remanescentes em banho-maria e isso deixa America cada vez mais insegura. Junto com isso, ainda há os problemas relacionados ao país, ao sogro rei tirano e a Aspen, que continua rondando a vida de nossa indecisa protagonista.
Esse livro foi muito emocionante e assim como no anterior, me fez chorar em diversos momentos - acho que ando numa fase de hipersensibilidade, mas esse livro realmente tem partes pra fazer chorar! Acho que apesar da indecisão, America parece bem mais segura em relação ao que quer neste livro. Em compensação, novamente Maxon me fez duvidar um pouco de seu amor por America. Sei que tudo é um reality show, mas ele as vezes parecia mais inseguro do que ela, e não gosto dessa coisa de uma pessoa como plano B para o caso da pessoa que você realmente quer não esteja disposta a se envolver. Mas como eu sempre digo, acho que isso iguala as coisas entre os dois porque tanto ela quanto ele tem essa besteira de manter outras opções por perto!
Uma das coisas mais legais deste livro, além do romance, foi a evolução do companheirismo entre as garotas. Como só restaram quatro, a gente vê mais interação entre elas e eu adorei conhecer um lado da Celeste que ainda não tinha sido mostrado. Gostei muito do modo que a autora desenvolveu isso e incrivelmente, acabei gostando mais da personagem do que achei que seria possível. Também gostei de como a autora trabalhou a questão da distopia.
— Você não consegue planejar uma guerra, não sabe cozinhar e se recusa a escrever cartas de amor... - provoquei.
Muita gente critica essa série por ela ser chamada de distópica mas ter um fundo de romance que se sobressai muito mais do que a questão social do enredo na verdade, nunca achei isso um problema porque sempre vi a série como um romance com fundo distópico (não o contrário) e nunca esperei muito desenvolvimento dessa parte - tanto que as partes de ação, sempre são o plano de fundo de algo para desenvolver a relação entre os protagonistas. E apesar de ter muito #mimimi acredito que o relacionamento Maxmérica foi bem desenvolvido... Não concordo com algumas coisas que eles fizeram, mas acho que dentro do contexto do livro, fazem muito sentido.
— Vamos ser claros: ninguém concorda com você.
— Vamos ser claros: eu não ligo.
adoro quando eles batem de frente!
Acho que pra quem gosta dessa parte da ação, esse livro ficou bom porque tem momentos bem tensos relacionados a isso, mas também digo que ler esse livro (ou a série) esperando muito dessa questão não é o ideal.... Eu adorei o livro! Acho que foi um ótimo final de série e apesar de não ter curtido alguns acontecimentos - por achar cruel e/ou desnecessário - não consigo pensar em uma forma melhor de finalizá-la.
— America, sua cabeça está cheia de más ideias. Ótimas intenções, péssimas ideias. - ela comentou, compreensiva.
Se você ainda não leu, faça isso assim que possível! O final em si nem me surpreendeu tanto - acho que a maioria já esperava por ele - mas os acontecimentos durante o enredo são bem emocionantes e valem a leitura! Mal posso esperar pelo próximo trabalho da Kiera, porque realmente gosto de como a autora escreve.



