Eu Vi: Branca de Neve e o Caçador

Fui ver Branca de Neve e o Caçador ha quase um mês e agora resolvi postar a resenha para aproveitar a promoção do livro que está no ar.

Vou começar contando uma breve história do meu passado: Branca de Neve sempre foi uma das últimas princesas (daquela primeira ERA Disney) na minha lista de preferências. O desenho eu vi poucas vezes - talvez por ser o mais antigo, e qualidade antiguinha me irrita. Sempre fui mais a Cinderela, a Aurora, a Jasmine ♥ ou a Ariel, apesar da bobagem que ela faz. Então, todo esse drama é só pra mostrar que eu não estava empolgada em ver um filme da Branca, ainda mais ESTE, que tinha toda essa vibe dark night. Sério, quando eu soube das duas Brancas do ano, fiquei bem mais empolgada com Espelho, Espelho Meu, que é mais colorido e parecia mais divertido, mas acabei não assistindo!

Eis que estávamos querendo ver um filme esse estava disponível. Não era preconceito, longe disso, só achei que ele não fazia meu estilo. Toda a coisa de princesa guerreira... O trailer me lembrava as batalhas épicas de Senhor dos Anéis ou A Múmia. Mas o filme tem dois grandes trunfos para me atrair: Kristen Stweart e Chris Hemsworth. Pegamos uma sessão dublada, novamente por falta de opção (minha vida).

E foi com grande surpresa que percebi que estava gostando do filme! Não só porque tem a Kris e o Chris, mas porque o filme tem essa reconstrução da história tradicional da Branca, mas é legal. Eu gostei mais desse filme do que achei que gostaria, mas a rainha me irritou demais... Não acho muito justificável toda a maluquice (como falei pra minha amiga, em contos de fada a gente tem que acreditar que é assim porque é), acho que eles tentaram criar um motivo para a rainha ter inveja da beleza da Branca (que afinal, nunca foi explicado no desenho), mas não entendi o ponto. Achei o motivo fraco, bobo, inútil, do tipo que se não tivesse ali daria no mesmo. Agora meu problema maior com a rainha foi o escândalo. Na hora até pensei em culpar a dublagem pela dramatização exagerada, mas depois vi uns trechos originais e ainda a achei escandalosa demais, berrando muito histericamente o tempo todo e urgh! rs Mas acho que a rainha má tem que ser chata mesmo, então ta bom!

Eu gosto da Kristen e gostei dela nesse filme.. Acho mesmo que o problema de expressão é que ela já esta muito marcada assim e as pessoas estão meio acostumadas a nem tentar ver as mudanças dela. Apesar de eu não ver problema algum no modo como ela atua, acho que ela está diferente neste filme. Gosto dela em papéis mais intensos, mais fortes do que a adolescente comum e desastrada.

O decorrer do filme é legal, o cenário dark não dura o tempo todo, a historia tem uma boa dose de drama e aventura e umas coisinhas inovadoras. Mas tem uma questão de romance me deixou estarrecida - não apoio! (hm, acho que tem coisas que não podem ser desconstruídas). Por outro lado, achei que o filme fecha bem e se ficasse como ficou, estaria bom - sem o tal romance se desenvolver... Mas sabendo que haverá continuação e provavelmente a coisa irá pra frente fico estarrecida. Mas minha palavra final de fã é que: tem Kristen, eu veria até se fosse qualquer outra bomba!

Enfim, é um filme bom, se você curte novas roupagens para clássicos, deve assistir e conferir. Meu problema maior mesmo foi com a rainha, tem uma mágica legal na história dela, mas a coisa toda com a beleza, achei meio fraca, sem sentido (e repito, não tem sentido nos contos originais, mas que sentido tem contos de fada?). 

Talvez Once Upon a Time esteja me fazendo ter ideias mais desenvolvidas a respeito de contos - eles conseguem dar BONS motivos para as coisas inexplicáveis, e aí acho que não me convenço mais com qualquer explicação meia-boca! Acho que não sou muito fã quando desconstroem as historias tradicionais, e em OUT eles fazem isso de uma forma muito fantástica, acreditável e bem amarrada, então acho que em questão de enredo, a coisa toda com a rainha teve uma boa 'sacada' mas não foi bem desenvolvida nesse filme...

Promoção Branca de Neve e o Caçador


Os blogs Garoto Leitor e o Hey Evellyn se juntaram, novamente, para presentear dois leitores, cada um com um exemplar do livro Branca de Neve o Caçador, o lançamento da Novo Conceito, baseado no filme estrelado por Kristen Stewart! A promoção será feita através da ferramenta Rafflecopter, que é muito simples de usar. Se você tem alguma dúvida sobre como fazê-lo, basta clicar no link do tutorial do blog ICultGen.


A promoção começa hoje (18/07) e termina no dia 15/08. Fiquem ligados aqui no blog e nas redes sociais para o resultado.

Eu Li: O Que Há por Trás

O Que Há Por Trás (impossível falar esse nome sem ouvi-lo em espanhol e na voz do RBD cantando Que Hay Detras) é o primeiro livro que a Babi Lorentz, nossa querida blogueira do blog homônimo lançou de forma independente. Pude ler o livro em sua versão manuscrita, por conta de um booktour que participei.

A história é narrada principalmente em primeira pessoa pela protagonista Melissa Ximenes, mas também lemos trechos pelo ponto de vista de outros personagens. Mel está no último ano da escola e pertence a uma família rica de São Paulo. Ela tem um irmão mais novo, Nicholas, com quem tem uma relação muito boa. O conflito da vida de Mel é que ela está envolvida amorosamente com seu primo, Thiago Vinturini. Os dois vivem esse relacionamento escondido - já que moram em municípios distintos. Acontece que o pai de Melissa pegou os dois no flagra ha algum tempo e desde então faz de tudo para mantê-los longe, inclusive contratando um segurança para impedir que eles fiquem a sós.

O livro já começa com esse background do relacionamento dos dois, então, não precisamos acompanhar 'o inicio' embora os principais comentem durante o enredo como as coisas foram acontecendo. Eu gosto de tramas que já começam prontas do lado do romance! A história começa quando os pais de Thiago - e o próprio - vem fazer uma visita a família de Mel e é quando eles voltam a se ver depois de um tempo e tem que inventar meios de burlar as adversidades para ficarem a sós.
Ler era a única coisa que fazia com que a falta  que eu sentia dele fosse menos dolorosa do que realmente era.
E a Mel é bookaholic *_*
O que mais gostei na trama é que ela é bem adolescente! Sabe, tem um frescor e uma leveza jovem, ao mesmo tempo que trás uma pitada de drama - o amor que não consegue paz, que não pode ficar junto. É um livro fácil de ler, tem uma boa fluência e é possível ler em um suspiro. É doce e fala sobre amores e sentimentos e como tudo isso parece ter o dobro da intensidade quando se é adolescente. O romance do casal é bem fofo, do tipo bem meladinho e intenso.

Em algum momento, achei que trama fica num ponto muito carnal da coisa, se vocês me entendem. No inicio é muito amorzinho, mas depois o relacionamento evolui e achei que a coisa toda com o sexo tomou um foco muito importante. Quero dizer, eles são jovens, entendo a coisa toda, mas juro que teve um momento que pensei 'oh, God, respirem'. Não é que eu seja pudica, só achei que ficou muito focado e estava lá o tempo todo. Não foi a quantidade, e sim a distribuição! Eles só pensavam e faziam aquilo...
Thiago me olhou, como se pedisse permissão para fazer o que eu imaginava que ele faria. Afirmei com a cabeça e senti meu sutiã de abrindo.
Logo, desci a mão pelo corpo dele. Nos separamos bem pouco enquanto tirava sua camisa. Mordi meu lábio inferior enquanto sentia Thiago me levando até a cama.
E isso é só a ponta do iceberg.. Mas a coisa esquenta daí pra cima e é loucura, loucura!
O enredo sofre uma reviravolta depois do meio - algo que eu até esperava - mas que não deixa de ser uma surpresa daquelas porque o modo como tudo acontece... Uma palavra: DRAMA. Fiquei com medo, juro! Essa novidade acaba levando a um caminho que eu não esperava, e embora tenha achado legal porque tem todo um espírito de amizade, fiquei com a sensação que foi inserida ali de forma muito 'jogada', quero dizer, não havia sido comentada no início, e achei que ficou parecendo aleatório, como para preencher algo - embora eu esteja certa que a autora teve essa intenção desde o principio. Acho que ela poderia ter inserido algo aqui e ali no inicio para não ficar parecendo uma nova realidade, meio distinta de tudo que já havia acontecido. 
– Quando eu quero alguma coisa, Mel, eu corro atras. Eu dou um jeito de tudo dar certo. E por você eu faço qualquer coisa Melissa.

Aê, garoto! Me enche de orgulho com essa firmeza e decisão. Assim eu gamo <3
Gostei dos protagonistas, mas acho que meu personagem favorito foi Nick - o irmão mais novo, além de Ricardo e Thamara, amigos e segundo casal. Gostei de como a trama envolve as amizades, eles tem um grupo amplo de amigos, mas não a ponto de tornar a história confusa pela quantidade de personagens. Um personagem em especial é meio rejeitado pelo grupo mas não entendi o motivo da amargura! Ele parecia meio deslocado no inicio, mas porque eles o deixavam assim. Acho que não foi explicado porquê ele era chato e rejeitado. 
– ... A gente tem a capacidade de perdoar e isso é bonito na amizade.
Thamara sorriu e eu, finalmente, me senti aliviada por ter minha amiga de volta na minha frente.
– Que bom que a gente resolve tudo com esses diálogos, Mel.
– Que bom que nós temos essa ligação tão forte, Thatá. E que bom que nada consegue abalar o que uma sente pela outra.
Awn, a amizade da Mel e Thatá é fofa! Adoro amigas, beijo pr'as minhas :*
O Que Há por Trás é uma história sobre adolescentes apaixonados em busca da felicidade, tem muito amor, tem também drama. Achei ótimo a forma que a família e os amigos estão presentes e como os relacionamentos são mostrados, as vezes de uma forma fria, outras de forma calorosa. A Babi fez poucas cópias e espero que ela consiga vender o livro para alguma editora e/ou publicar outras histórias! Se você está a procura de algo doce e fresco - com uma dose de drama, OQHPT é bem recomendado.

Na Flip 2012

Essa blogueira que vos escreve é um tanto quanto atrasada, mas aqui está meu breve post sobre a Flip.

Fui para a Feira Literária Internacional de Paraty a convite da minha amiga Vivi – que agora faz parte da equipe do blog, uma vez que ela abandonou o dela :( Enfim, agora a Vivi escreverá aqui quando bater um vento sudoeste que a inspire a resenhar. Então, eu e Vivi saímos de nossa terrinha nos confins do Rio de Janeiro em um ônibus fretado cheio de gente bacana, ouvindo e assistindo uns pagodinhu bom quase as oito da manhã do sábado, dia 7 de julho. A viagem foi tranquila, eu dormi, acordei, dormi, acordei e o nosso som ambiente foi do pagode ao gospel, finalizando com o bom e velho Good Times nessas 3 horinhas de viagem.